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Uma mulher à moda antiga

Arquivo Geral

15/08/2004 0h00

Se Boanerges (Tony Ramos) é a cabeça do casamento, Emerenciana (Patrícia Pillar) é o pescoço, que direciona a cabeça do marido para onde quer, em Cabocla. “Emerenciana é inteligente, administra o machismo do coronel. Com seu jeitinho, ela tem o que quer”, explica Edilene Barbosa, que assina a adaptação da obra do pai, Benedito Ruy Barbosa – exibida em 1979 –, ao lado da irmã, Edmara. “Emerenciana tem voz muito ativa dentro da família, percebe que o mundo está mudando. E quer que o marido também abra a cabeça”, acredita Patrícia.

“Boanerges e Justino (Mauro Mendonça) só não entraram em guerra porque Emerenciana está por trás. É meiga, mas forte quando tem que ser”, analisa Edilene, entregando que o pai se inspirou em Marilene, de 64 anos, com quem está casado há mais de 40, e na mãe, Aurora, de 90. “Quando minha mãe quer uma coisa, não tem jeito. Ela consegue. E tem também a cumplicidade do casal. Já vovó, tem a calma da Emerenciana”, conta Edilene.

Aos 40 anos e empolgada com a personagem, Patrícia diz que se emocionou com a cena em que Emerenciana perdeu o bebê no parto. Mas adianta que sua personagem pode engravidar de novo e conta que também quer ser mãe. “Tenho planos de engravidar. Talvez, no ano que vem”, imagina ela, que começou a namorar Ciro Gomes – ministro da Integração Nacional –, em 1999. “Como mãe, serei tão carinhosa quanto a Emerenciana, mas não tão controladora. Até por que ela é fogo com a filha, Belinha (Regiane Alves)”, brinca.

Candidata a primeira-dama nas eleições presidenciais de 2002, ao lado de Ciro, Patrícia garante que não estão nos planos do marido uma nova candidatura: “Ele está voltado ao governo Lula. Todos falam com a gente que Ciro tinha que vir para o Rio, para ser o governador daqui. Ele adora a cidade, mas, por enquanto, é só uma idéia”. Por causa do ritmo das gravações, Patrícia não tem tido tempo de visitar Fortaleza e Brasília, onde o marido se divide. “Não dá para viajar muito. Ciro é que tem vindo mais ao Rio”, admite a atriz, que apelidou o marido de Carinha. “Chamo ele assim, às vezes. Nem sei como surgiu”, despista.

Inteirada aos costumes do campo por conta do atual trabalho e de novelas como O Rei do Gado e Renascer, Patrícia se viu mais próxima de um antigo sonho: morar numa fazenda.

“Sempre vivi em cidade grande, nunca fui da roça. Mas, na minha fantasia, quando ficar mais velha, vou ter um lugar calmo para plantar produtos orgânicos, ter meus bichos”, diz ela, sem pretensão de deixar a vida urbana. “Eu e Ciro estamos divididos. Gostamos de cinema, shows, da agitação da cidade. Se morarmos em fazenda, será sempre com um pé do lado de cá”, promete a atriz.

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    15/08/2004 0h00

    Se Boanerges (Tony Ramos) é a cabeça do casamento, Emerenciana (Patrícia Pillar) é o pescoço, que direciona a cabeça do marido para onde quer, em Cabocla. “Emerenciana é inteligente, administra o machismo do coronel. Com seu jeitinho, ela tem o que quer”, explica Edilene Barbosa, que assina a adaptação da obra do pai, Benedito Ruy Barbosa – exibida em 1979 –, ao lado da irmã, Edmara. “Emerenciana tem voz muito ativa dentro da família, percebe que o mundo está mudando. E quer que o marido também abra a cabeça”, acredita Patrícia.

    “Boanerges e Justino (Mauro Mendonça) só não entraram em guerra porque Emerenciana está por trás. É meiga, mas forte quando tem que ser”, analisa Edilene, entregando que o pai se inspirou em Marilene, de 64 anos, com quem está casado há mais de 40, e na mãe, Aurora, de 90. “Quando minha mãe quer uma coisa, não tem jeito. Ela consegue. E tem também a cumplicidade do casal. Já vovó, tem a calma da Emerenciana”, conta Edilene.

    Aos 40 anos e empolgada com a personagem, Patrícia diz que se emocionou com a cena em que Emerenciana perdeu o bebê no parto. Mas adianta que sua personagem pode engravidar de novo e conta que também quer ser mãe. “Tenho planos de engravidar. Talvez, no ano que vem”, imagina ela, que começou a namorar Ciro Gomes – ministro da Integração Nacional –, em 1999. “Como mãe, serei tão carinhosa quanto a Emerenciana, mas não tão controladora. Até por que ela é fogo com a filha, Belinha (Regiane Alves)”, brinca.

    Candidata a primeira-dama nas eleições presidenciais de 2002, ao lado de Ciro, Patrícia garante que não estão nos planos do marido uma nova candidatura: “Ele está voltado ao governo Lula. Todos falam com a gente que Ciro tinha que vir para o Rio, para ser o governador daqui. Ele adora a cidade, mas, por enquanto, é só uma idéia”. Por causa do ritmo das gravações, Patrícia não tem tido tempo de visitar Fortaleza e Brasília, onde o marido se divide. “Não dá para viajar muito. Ciro é que tem vindo mais ao Rio”, admite a atriz, que apelidou o marido de Carinha. “Chamo ele assim, às vezes. Nem sei como surgiu”, despista.

    Inteirada aos costumes do campo por conta do atual trabalho e de novelas como O Rei do Gado e Renascer, Patrícia se viu mais próxima de um antigo sonho: morar numa fazenda.

    “Sempre vivi em cidade grande, nunca fui da roça. Mas, na minha fantasia, quando ficar mais velha, vou ter um lugar calmo para plantar produtos orgânicos, ter meus bichos”, diz ela, sem pretensão de deixar a vida urbana. “Eu e Ciro estamos divididos. Gostamos de cinema, shows, da agitação da cidade. Se morarmos em fazenda, será sempre com um pé do lado de cá”, promete a atriz.

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