Quem acha que o único ritmo que sai da gaita é o blues vai se surpreender com o espetáculo do músico Pablo Fagundes, hoje, às 21h30, no Clube do Choro. O gaitista tocará composições de Hermeto Pascoal, Jacob do Bandolim, Pixinguinha, Sivuca, Luiz Bonfá, Edu Lobo, João Bosco e até uma peça de Mozart.
O destaque do show é a utilização de dois tipos de gaita: a diatônica e a cromática. A primeira é menor e tem mais inclinação para o blues. A segunda, por sua vez, tem todas as notas e não exige do músico variadas formas de sopro e embocadura.
“Vou apresentar a gaita que produzi, feita de madeira brasileira”, conta Pablo Fagundes. Há dois anos, o músico pesquisou as espécies de madeira do Brasil, pois, segundo ele, no País só havia gaitas feitas de madeira importada, que aumentam de volume devido à umidade do ar.
Além do gaitista, os músicos Bruno Maciel, no violão de seis cordas, Rafael Black, na bateria e percussão, e Fernando Fernandes, no baixo elétrico e na percussão, participarão do show. Outra atração é a presença de Cacai Nunes, com a viola caipira, e Hélio Rocha, com a gaita cromática.
“O objetivo do espetáculo é apresentar a gaita, um instrumento versátil e barato. Há algumas que custam R$ 30”, revela Pablo Fagundes. Ele afirma que, em Brasília, o movimento de gaitistas é muito fragmentado. “Queremos incentivar o público da cidade a tocar. O instrumento ainda é pouco difundido”, diz. Segundo o músico, os gaitistas mais conhecidos no Brasil são Edu da Gaita e Maurício Einhorn.
Outra meta de Paulo Fagundes é levar a gaita às escolas. “Ela pode servir de iniciação musical. É prática e pequena. Cabe até na lancheira da molecada”, observa. O desejo de difundir o instrumento é tão intenso que o gaitista já gastou dinheiro para realizá-lo: “Cheguei a comprar algumas gaitas e distribuí-las por aí”, contou.
Serviço
Projeto Prata da casa – Show com o gaitista Pablo Fagundes, hoje, às 21h30, no Clube do Choro de Brasília. Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia-entrada), à venda no Garvey Park Hotel.