Impressionante a repercussão de nota, ontem publicada neste espaço, sobre o atual momento de Prova de Amor. Na verdade, seria uma grande injustiça afirmar que se trata de um problema exclusivo desta produção da Record. Longe disso. Como novela não é obra fechada e sempre existe a obrigação de se manter por muito tempo no ar, os seus autores são levados a realizar determinadas manobras, necessárias para prender a atenção do público, mas totalmente prescindíveis ao contexto da trama. Em resumo, é a fase da conhecida “barriga”. Um vaivém que não leva a lugar nenhum. Prova de Amor, como toda novela que se preza, está exatamente por aí. Já faz algum tempo que rigorosamente nada de novo acontece em sua trama; e, como existem planos de espichar a história em mais 57 capítulos, presume-se que a enrolação também deve ser esticada além do inicialmente previsto. É um sério risco. Prova de Amor tem a audiência que tem porque soube sabiamente usar a receita do que sempre deu certo em novelas. Deixar o público perceber que está sendo enganado, como já começa a ocorrer, pode provocar imediata queda nos seus índices. Isso é facilmente constatado a partir do momento que o telespectador deixa de assistir a quatro ou cinco capítulos e percebe que a história não andou. E é o que está acontecendo.