Num dia ele era Apolo, no outro, Paco. Mas, nas últimas semanas, ele tem conseguido ser só Reynaldo Gianecchini. O protagonista de Da Cor do Pecado encerrou a novela colhendo os louros do sucesso.
Em entrevista ao jornal carioca Extra, o ator falou das dificuldades que teve em separar os dois personagens que viveu nos últimos meses na televisão e de como seu público mudou desde que estreou este mais recente trabalho.
“Foi uma diferença gritante”, destacou o ator, que no último capítulo viveu o desafio de fazer se encontrarem seus dois personagens. “Essa novela atingiu um público adolescente e infantil muito grande e eu pude ver que elas realmente adoraram a trama”.
Gianecchini ainda não sabe se vai abandonar o atual visual ou vai permanecer com barba e cabelos longos. A única coisa que o marido de Marília Gabriela sabe é que os Estados Unidos estão em sua meta. Já arrumou as malas e partiu para aquele país, onde fica por um tempo estudando artes dramáticas.
Para a mulher, Marília Gabriela, que vai ficar no Brasil, já que voltará a integrar o elenco de Senhora do Destino, Giane é só elogios. O ator garante que ficou muito orgulhoso da atuação de Marília como a dona do jornal Diário de Notícias, Josefa, na novela das oito.
“Marília até parecia uma atriz veterana”, rasga-se em elogios o galã de Da Cor do Pecado. É suspeito para falar, mas…
Qual o balanço que você faz de Da Cor do Pecado, seu quarto trabalho na TV?
Acho que pude render pra caramba, porque o personagem é muito rico, abriu várias possibilidades para aprender muita coisa. Mas foi difícil, foi uma novela de muito trabalho. O clima nas gravações esteve ótimo, fiz grandes amizades. Acabou sendo um trabalho excelente, e isso em todos os sentidos.
Quais foram as grandes surpresas da novela para você?
Foi maravilhoso conhecer Lima Duarte, por tudo. Ele é generoso e se entrega demais. Foi a minha grande surpresa na novela. Outra pessoa que eu me orgulho muito em ter conhecido foi a Denise Saraceni (diretora). Ela faz uma equipe mesmo, agrega todo mundo num mesmo barco.
O seu trabalho foi muito elogiado pela crítica. Hoje isso ainda preocupa você?
Estou num processo de aprendizado. E sei que cresci muito, principalmente porque tive bons diretores e texto. Mas não gosto de ficar avaliando meu trabalho. Não me preocupo se estou sendo considerado agora um bom ator ou não. Eu me preocupo com o meu crescimento.
O que foi mais difícil em Da Cor do Pecado?
Foi tentar descobrir a diferença entre Paco e Apolo, fazer sem confundi-los. Tinha que descobrir as nuances de cada personagem e dar a carga dramática que eles precisavam.
E na rua? Seu público mudou?
Foi uma diferença gritante. Essa novela atingiu um público adolescente e infantil muito grande e eu pude ver que elas realmente adoram. E quando o povo gosta, quando é uma novela de sucesso, as pessoas chamam os atores pelo nome do personagem.
Mas chamavam você de Paco ou Apolo?
Pelos dois.
Você pretende mudar seu visual agora que terminou a novela?
Não sei o que vou fazer. Estou me sentindo muito confortável deste jeito.
E quais são os planos?
Vou tirar umas férias produtivas. Vou fazer um curso de interpretação nos Estados Unidos até dezembro.
O que você achou de Marília Gabriela em Senhora do Destino?
Excelente, excepcional. Fiquei impressionado com a capacidade dela, a força e a presença dela no vídeo.
Você deu alguma dica para ela?
Não. Eu passava o texto com ela, mas jamais me arriscaria a falar nada.
O que falta na sua vida para considerá-la completa?
Acho que nada. A vida é uma busca por realizações. Não tenho sonho de consumo ainda não realizado. Nada que seja material que possa me fazer mais feliz. O que vai me trazer cada vez mais realizações são as coisas que eu fizer, o que eu deixar, o meu trabalho. Isso me realiza.