Ontem, Edson Celulari completou 46 anos, mas a calvície que o telespectador vê em Um Só Coração é apenas parte da composição do ator no papel de Ciccilo Matarazzo. No auge da beleza e da boa forma, o ator raspou parte dos cabelos para criar grandes entradas e escondeu os belos olhos azuis com lentes de contato castanhas. Tudo para convencer na pele do sedutor industrial, que foi um dos homens mais ricos e poderosos do Brasil.
Considerado um dos mais bem-sucedidos atores de sua geração, Celulari tem no currículo mais de 20 trabalhos na TV — entre novelas e minisséries. Grande parte dos papéis foi de galãs, mas ele garante não se incomodar com esse rótulo.
“Dentro da televisão, de um estilo realista naturalista, faço o bom moço, o marido ideal, o namorado ideal, de um tempo para cá, o pai ideal e daqui a pouco o avô ideal. O que eu busco é que o personagem tenha defeitos e qualidades humanas, que tenha conflitos”, explica Celulari.
Brigas à vistaO triângulo amoroso em que Ciccilo se envolve — com Yolanda (Ana Paula Arósio) e Soledad (Daniela Escobar) — é fiel ao que aconteceu na vida real e vai esquentar a minissérie em breve, quando a fazendeira aceitar seu pedido de casamento. Aliás, essa união, segundo Celulari, era motivada não apenas pela paixão e por afinidades mútuas, mas por interesse de ambos. “Era interessante para os dois estarem juntos. Ciccilo queria ser aceito pela tradicional família paulista e Yolanda desejava conseguir pôr em prática seus projetos”, explica o ator.
Mas Celulari esclarece que também havia amor e amizade entre eles: “Ciccilo era um italiano novo-rico. Mas Yolanda não via nele um carcamano, nem ele enxergava nela uma aristocrata chata, rude e severa. Juntou-se a fome com a vontade de comer”.
Como Um Só Coração é apenas baseado na história da verdadeira Yolanda Penteado, a ficção tem lá sua licença para alavancar ou minar o romance. Depende da química dos dois.