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Um santo sobe ao palco

Arquivo Geral

25/07/2003 0h00

Um homem comum que revolucionou seu tempo, abriu mão das riquezas e se despiu em praça pública. O musical Francisco de Assis vem pela terceira vez a Brasília emocionar o público com a irreverente história do santo italiano. O espetáculo comemora sete anos em cartaz, lança CD da trilha sonora e prepara versão para um longa-metragem.

O autor, diretor, coreógrafo e ator Ciro Barcelos montou o espetáculo depois de um episódio que aconteceu em sua vida. Estava em Roma como coreógrafo e resolveu conhecer a cidade de Assis. Emocionado com a espiritualidade do local, teve um mal-estar e perdeu o trem de volta a Roma. Foi acolhido pelos monges para pernoitar no convento. Acabou ficando seis meses por lá, jejuando e orando. “Foi uma experiência inesquecível, uma avaliação emocional. Retornei ao Brasil com a idéia de voltar para o convento em Assis, mas vi que seria mais útil montar um espetáculo e levar a experiência para o palco”, conta.

O musical teve estréia em junho de 1996 e era para ficar somente três meses em cartaz, mas o sucesso foi enorme, as apresentações sempre lotadas, que continuaram em cartaz. Hoje, mais de 800 mil pessoas já assistiram ao musical. “Não esperava tanto. É uma grande satisfação para a gente”, conta. Em setembro do ano passado a peça foi apresentada em Assis, na Itália. Segundo a crítica italiana, o musical foi considerado a versão teatral mais fiel da história de São Francisco.

O figurino é de Cláudio Tovar e é inspirado na Idade Média. O material utilizado é reciclado, e vai de tampinhas de garrafa a cortinas velhas. A trilha sonora fica por conta de Flávio de Lira e varia da música sacra ao pop, passando pelo hip-hop, funk, medieval e italiano. A expectativa de apresentar em Brasília é a melhor possível. “O público nos recebeu muito bem nas duas vezes que estivemos na capital. É uma grande satisfação voltar”, afirma.

Atualmente, Ciro trabalha o roteiro para o longa-metragem, que terá a direção de Roberto Farias. Apesar do tema religioso, o público tem sido variado. A peça não conta a história de um santo, mas a vida de um homem comum que revolucionou seu tempo e abraçou a causa dos mais necessitados. Parte da bilheteria será doada à Toca de Assis de Brasília, que cuida de mendigos e menores carentes.

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    Arquivo Geral

    25/07/2003 0h00

    Um homem comum que revolucionou seu tempo, abriu mão das riquezas e se despiu em praça pública. O musical Francisco de Assis vem pela terceira vez a Brasília emocionar o público com a irreverente história do santo italiano. O espetáculo comemora sete anos em cartaz, lança CD da trilha sonora e prepara versão para um longa-metragem.

    O autor, diretor, coreógrafo e ator Ciro Barcelos montou o espetáculo depois de um episódio que aconteceu em sua vida. Estava em Roma como coreógrafo e resolveu conhecer a cidade de Assis. Emocionado com a espiritualidade do local, teve um mal-estar e perdeu o trem de volta a Roma. Foi acolhido pelos monges para pernoitar no convento. Acabou ficando seis meses por lá, jejuando e orando. “Foi uma experiência inesquecível, uma avaliação emocional. Retornei ao Brasil com a idéia de voltar para o convento em Assis, mas vi que seria mais útil montar um espetáculo e levar a experiência para o palco”, conta.

    O musical teve estréia em junho de 1996 e era para ficar somente três meses em cartaz, mas o sucesso foi enorme, as apresentações sempre lotadas, que continuaram em cartaz. Hoje, mais de 800 mil pessoas já assistiram ao musical. “Não esperava tanto. É uma grande satisfação para a gente”, conta. Em setembro do ano passado a peça foi apresentada em Assis, na Itália. Segundo a crítica italiana, o musical foi considerado a versão teatral mais fiel da história de São Francisco.

    O figurino é de Cláudio Tovar e é inspirado na Idade Média. O material utilizado é reciclado, e vai de tampinhas de garrafa a cortinas velhas. A trilha sonora fica por conta de Flávio de Lira e varia da música sacra ao pop, passando pelo hip-hop, funk, medieval e italiano. A expectativa de apresentar em Brasília é a melhor possível. “O público nos recebeu muito bem nas duas vezes que estivemos na capital. É uma grande satisfação voltar”, afirma.

    Atualmente, Ciro trabalha o roteiro para o longa-metragem, que terá a direção de Roberto Farias. Apesar do tema religioso, o público tem sido variado. A peça não conta a história de um santo, mas a vida de um homem comum que revolucionou seu tempo e abraçou a causa dos mais necessitados. Parte da bilheteria será doada à Toca de Assis de Brasília, que cuida de mendigos e menores carentes.

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