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Um campeão argentino chega às locadoras

Arquivo Geral

30/05/2003 0h00

A belíssima comédia contemporânea portenha O Filho da Noiva (El Hijo de La Novia) – indicado ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2002 e vencedor de duas categorias do Festival de Gramado – acaba de chegar às locadoras. O longa, dirigido por Juan José Campanella, narra a história de Rafael Belvedere (Ricardo Darín) que aos 42 anos está em crise. O restaurante da família, sob seu comando, está falido; sua namorada cansou-se de sua apatia amorosa; a filha, de seu descaso; e, ele mesmo, de seus sonhos malogrados. Boa parte de seu tempo é gasto no gerenciamento do restaurante fundado por seu pai, no qual até tem um relativo sucesso, mas sem nunca conseguir escapar da sombra de seu pai. Rafael raramente visita sua mãe, Norma (Norma Aleandro), que está perdendo a memória, pois ela sempre implica com suas acompanhantes. Sua ex-esposa o acusa de não dar a devida atenção ao filho e ainda há Naty (Natalia Verbeke), atual namorada de Rafael, que sempre lhe exige atenção e comprometimento. Em meio a todas estas responsabilidades Rafael sofre um ataque cardíaco, que faz com que se encontre novamente com Juan Carlos (Eduardo Blanco), um amigo de infância, que o ajuda a reconstruir seu passado e ver o presente com outros olhos. O filme tem excelentes atuações de Hector Alterio e Norma Aleandro – parceria que deu à A História Oficial (Luis Puenzo, 85) o único Oscar de filme estrangeiro a uma produção latino-americana. O Filho da Noiva é um filme com forte carga de tristeza, e o sarcasmo e o humor inteligente de seus diálogos não diminuem sua dramaticidade. Mesmo em seu caminhar para um desfecho de tom otimista, não deixa que se perca de vista a idéia de um sonho dilacerado, perdido há não muito tempo. O mesmo do qual parece ter acordado a Argentina de hoje. Ricardo Darín é considerado um dos melhores atores portenhos. Filho de atores, ele estreou no teatro aos 10 anos, mais por inércia do que convicção. “Eu queria ser veterinário e achei que, enquanto pensava numa coisa, podia ir fazendo outra. Até que me dei conta de que estava feliz”.

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