As obras de alguns dos mais representativos pintores brasileiros de todos os tempos estão em Brasília para serem apreciadas, de graça. Os cerca de 150 trabalhos expostas no Conjunto Cultural do Banco do Brasil (CCBB) fazem parte da coleção de obras de arte do casal Hecilda e Sérgio Fadel, iniciada na década de 60 e considerado o mais rico acervo do Modernismo no Brasil. A exposição Arte Brasileira na Coleção Fadel – da inquietação do moderno à autonomia da linguagem entra na última semana. Oportunidade imperdível para os brasilienses que ainda não a visitaram percorrerem os salões da galeria do Teatro do CCBB em meio a obras marcantes do Modernismo brasileiro. A mostra bateu recorde de público no Rio de Janeiro, com 246 mil pessoas, e, em Brasília, já recebeu 15 mil visitantes, em seis semanas de funcionamento. Com curadoria de Paulo Herkenhoff – um dos principais críticos de arte do país, curador da 24ª Bienal Internacional de Arte de São Paulo e, até 2002, curador do Museu de Arte Moderna de Nova York (O MoMA), a mostra reúne quadros, gravuras, desenhos e esculturas de artistas como Guignard, Bruno Giorgi, Lazar Segall, Ismael Nery, Vicente do Rego Monteiro, Tarsila do Amaral, Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Cândido Portinari, Cícero Dias, Amilcar de Castro, Hélio Oiticica, Lygia Clark, Lygia Pape, Manabu Mabe, Tomie Ohtake, Oswaldo Goeldi, Flávio de Carvalho, Alfredo Volpi, Rubem Valentim, entre outros.
Arte Brasileira na Coleção Fadel é dividida em núcleos sem ordem cronológica, mas agrupados a partir de critérios singulares, como “Noturnos”, “Cor”, “Retratos”, etc. “Nossa intenção não foi privilegiar eventos históricos, e sim mostra como aconteceram os processos de criação da arte moderna no Brasil”, conta Paulo Herkenhoff.
Hoje, será realizada no Teatro do CCBB a mesa-redonda Do Moderno à Autonomia da Linguagem para se aprofundar a discussão sobre arte moderna. Paulo Herkenhoff será o mediador e Evandro Salles (artista plástico, professor e produtor cultural), Grace Freitas (curadora, crítica de arte e mestre em Sociologia da Arte) e Graça Ramos (jornalista, mestre em Literatura Brasileira e doutorando em História da Arte), os palestrantes.