A Rede Globo hoje é uma potência respeitável. O sucesso alcançado pelas suas produções ultrapassa os limites do solo brasileiro, chegando a outros países de toda a América e também da Europa. Este sucesso é proporcionado, principalmente, por um produto que a emissora sabe fazer, o de exportar como poucos as suas novelas. Elas ganharam o mundo e isso não chega a se constituir em nenhuma novidade. A Escrava Isaura foi a primeira e ainda hoje é a maior referência – dublada em quase todos os idiomas. Impulsionada pelo grande sucesso alcançado em outros mercados, onde ganhou terreno e respeito, a Globo criou um outro “braço”, a Globo Internacional, canal por assinatura que não pára de crescer. E que comemorou ontem cinco anos de existência. É muito bom constatar o sucesso de uma televisão brasileira lá fora. Vamos a outros exemplos recentes. O Canal Soico, de Moçambique, estréia até novembro três folhetins globais, mantendo as tradições de produções brasileiras no país. Pela ordem: no próximo dia 26 entra em cartaz Mulheres Apaixonadas, de Manoel Carlos; no dia 30, estréia A Casa das Sete Mulheres, de Maria Adelaide Amaral e Walter Negrão; e dia 15 de novembro, Da Cor do Pecado, de João Emanuel Carneiro, exibida por aqui recentemente. É de olho nas pegadas internacionais da Globo que uma outra
grande rede brasileira, a Record, também lançou um canal internacional, ainda funcionando com certa discrição. No
entanto, a emissora acredita que esse
quadro poderá mudar quando puder
oferecer produtos de peso na sua
programação. E é aí que entra a nova
versão de A Escrava Isaura, de Herval
Rossano. Com uma novela bem-feita, a
direção da Record entende que poderá despertar a atenção de outros países
para os seus produtos.