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Turnê do Cirque du Soleil em Brasília começa nesta sexta-feira

Arquivo Geral

15/10/2007 0h00

Os números são impressionantes. Para carregar as mais de 800 toneladas de equipamento que dão forma à cidade itinerante que o Cirque du Soleil estabelece em cada lugar que aporta são necessários 75 caminhões. Há uma semana a equipe de montagem chegou em Brasília para deixar todo pronto para a estréia do espetáculo Alegría, que estréia na próxima sexta-feira, às 21h, no estacionamento do Parkshopping. Criada em 1994, apresentação é a segunda a ser conferida pelo público brasileiro. Detalhe: é a primeira vez que o Cirque se apresenta na capital federal. Alegría fica em temporada até 11 de novembro, num total de 23 apresentações.

Em nove dias de trabalho armam-se as cinco tendas que compõe o circo: palco principal, tenda artística, duas tendas para o Tapis Rouge (espaço vip) e a de entrada. Mas o trabalho começou quase um mês antes, quando o espaço destinado a abrigar o Cirque foi nivelado. A preparação também envolveu a retirada de grama e colocação de cimento em algumas áreas.

Além de arquibancada e palco, há cozinha, escola, banheiros, lavanderia e espaço para os 55 artistas do elenco. É na tenda artística que os músicos, acrobatas, cantores, palhaços e atores descansam, vestem-se, se consultam com fisioterapeutas e se aquecem para entrar no palco.

Diariamente, três chefes de cozinha preparam cerca de três mil refeições para alimentar o elenco e a equipe técnica, superior a mil pessoas. Em cada país que o espetáculo se apresenta, o cardápio é adaptado. No Brasil, o menu introduziu muita carne, verduras e vegetais. A cidade circense também tem espaço para o aprendizado. As dez crianças que acompanham o elenco – sete filhas de artistas e três artistas-mirins – têm aulas regulares em trailers localizados na parte posterior do circo.

É no palco que a magia acontece. Com capacidade para 2,5 mil pessoas por apresentação, a tenda principal tem 14 metros de altura. No topo, quatro mastros (de 25m cada) exibem quatro bandeiras. Uma do Brasil, uma do Canadá, país de origem da companhia, uma de Quebec, cidade sede do quartel general do circo e, claro, uma do Cirque du Soleil. Por dentro, a tenda é rodeada por bandeiras que representam a nacionalidade do elenco, oriundos de 13 países diferentes. O verde-amarelo do Brasil também está lá, ilustrando a presença do clown Marcos de Oliveira Kazuo.

Outro brasileiro no Cirque é Elísio Oturno Camargo, técnico de montagem. Aos 33 anos, o carioca de Niterói trabalha para a companhia há cinco anos. Começou na bilheteria, em San Diego (Califórnia) – onde mora metade do tempo: na outra metade mora em  Niterói. Depois, Elísio foi integrado à equipe de montagem. Sua função é a do bom faz-tudo: bombeiro hidráulico, eletricista, montador de tenda e o que mais for necessário. Ocupando o cargo denominado flying, o brasileiro voa para as cidades que estão na rota da turnê.

Elísio Camargo é um dos 60 homens que erguem a tenda principal. Depois de feitas as armações básicas, o grupo se junta para colocar, literalmente, o circo em pé. São 140 mastros erguidos em um processo braçal que dura menos de cinco minutos. O tempo é curto, mas a correria e o suor são suficientes para igualar a canseira de um bom dia de academia.

O espetáculo
Mas é apenas o início. O esforço é o prenúncio do trabalho de montagem de arquibancada, instalação de som, luz e, finalmente, palco. É nesse espaço central que o público confere os nove atos do espetáculo criado por Gilles Ste-Croix em comemoração dos dez anos do Cirque du Soleil.

Dirigido por Fraco Dragone, Alegría – que já rodou 15 países –, intercala números de acrobacia, clown e teatro. Tudo para introduzir o público numa atmosfera mágica que foca no confronto entre o antigo e o novo.

Trinta e cinco dias depois da chegada em Brasília, o circo se preparará para fechar as malas. Após a última apresentação, às 20h do dia 11 de novembro, a mesma equipe que colocou em pé o circo começará a desmontagem. Em três dias o processo se encerra. E o circo despede-se da cidade, rumo à capital mineira.

Alegría – De 19 de outubro a 11 de novembro, de terça a domingo. Ingressos: quinta, sexta e sábado às 17h e domingo, às 16h a R$ 300 (Espaço Gold), R$ 275 (Espaço VIP e setor 1), R$ 225 (setor 2) e R$ 150 (setor 3); quinta e sexta, às 17h e domingo, às 20h a R$ 275 (Espaço Gold), R$ 250 (Espaço Vip e setor 1), R$ 200 (setor 2) e R$ 130 (setor 3). Pontos de venda: Fnac.

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