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Tuntistum da MPB

Arquivo Geral

02/02/2006 0h00

Antes de Fernanda Porto e DJ Patife inaugurarem boa parte das pistas de dança brasileiras com Sambassim, a bossa nova já havia virado parceira das pickups, samples e scratches eletrônicas pelas mãos do trio Bossacucanova, cuja carreira começou, experimentalmente, antes mesmo da virada do milênio, em 1999.
Agora, com carreira internacional ascendente e os pés firmados em solo canarinho, o trio começa sua excursão nacional neste ano por Brasília – onde inauguram, neste fim de semana, o Projeto Música Popular Brasileira Contemporânea, que levará três shows de MPB e eletrônica ao Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até o dia 19 deste mês, ainda com a dupla Kiko Klauss e Carlos Jaramillo e o veterano Marcos Valle.
Formado pelo DJ e percussionista Marcelinho da Lua, o tecladista Alexandre Moreira e o baixista Márcio Menescal – filho do compositor bossanovista Roberto Menescal –, o Bossacucanova desfilará seu repertório de releituras contemporâneas para clássicos de Jobim (Garota de Ipanema), Roberto Menescal (O Barquinho) e Carlos Lyra (Maria Moita).
“Será um show bem animado. Vamos fazer um apanhado dos nossos três CDs (Revisted Classics, Brasilidade e Uma Batida Diferente). Nos shows, a banda conta com participação da cantora carioca Clara Moreno, uma das promissoras vozes do gênero.
Humildemente, o Bossacucanova compartilha a receita desse pioneirismo, que fez a bossa nova virar moda com arranjos eletrônicos. “Os americanos já vinham fazendo o acid jazz, que misturava a música eletrônica com o jazz. Resolvemos tentar isso com a bossa, foi basicamente isso”, diz Menescal, o filho.
Depois da experiência, o trio apresentou o resultado para os veteranos, que fizeram carreira na bossa nova. “Mostramos para o (Carlos) Lyra, Os Cariocas e o meu pai. Quando vimos que tínhamos agradado os conservadores, pensamos que estávamos no caminho certo”, conta Márcio. E eles permanecem na trilha certa, ao menos se depender do sucesso internacional. “Viajamos muito pela Europa, participamos de festivais de jazz, eletrônica e música pop e agora estamos começando a ser conhecidos no Brasil”, pondera.
A música brasileira recheada de tuntistum do Bossacucanova tem um apelo jovem, mas tem despertado novas gerações para as origens da bossa nova, segundo analisa Márcio. “Acho que tudo que você bota com eletrônica vai atrair o jovem. Mas tem muita gente que, a partir da versão eletrônica, ficava curioso para ouvir os arranjos tradicionalmente. Tem muito jovem ouvindo choros antigos e bossa nova. Ajuda a florescer todo o trabalho daqueles tempos nos dias de hoje”, observa.
serviço

Música Popular Brasileira Contemporânea – Série de três shows aos sábados, às 21h, e domingos, às 20h, até o dia 19. Neste fim de semana, show da banda Bossacucanova e da cantora Clara Moreno. No CCBB (Setor de Clubes Sul, Trecho 2). Ingressos a R$ 15 (inteira). Mais informações: 3310-7087.

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