Menu
Promoções

Tropicália ressurge em Londres

Arquivo Geral

27/12/2005 0h00

O ano de 2006 vai ficar marcado no calendário britânico pelos três meses que o Barbican, maior centro cultural europeu, dedicará à mostra Tropicália, uma Revolução na Cultura Brasileira, que levará a Londres um número sem precedentes de trabalhos e artistas brasileiros.
Mas, desde já, o ponto alto promete ser a parte musical do evento, marcada para o período de 21 de abril a 22 de maio: os organizadores esperam um desfile de ícones do movimento cultural verde-amarelo, incluindo uma reunião histórica de Arnaldo Baptista, Sérgio Dias, Liminha e Dinho Leme, dos Mutantes.

Ainda que o primeiro show de um dos pares de irmãos mais geniais da história da música brasileira não esteja oficialmente confirmado, os organizadores do evento já sonham com a repercussão de sua vinda. Afinal, o som dos Mutantes não apenas é conhecido em terras britânicas, mas apreciado ao ponto de ser usado por DJs e bandas de vários cantos do Reino Unido. E não custa lembrar que uma simples apresentação de Sérgio Dias em Londres, em setembro, foi um dos shows alternativos mais comentados da cena londrina. Outra atração é Tom Zé, que também costuma ser lembrado pela mídia especializada.
ConvidadosCaetano Veloso e Gilberto Gil também vão marcar presença no palco, além de serem os patronos de uma overdose do movimento tropicalista. Deverão contar com ilustres convidados internacionais — os nomes estão guardados a sete chaves, mas já se especula que os Davids Byrne e Bowie aparecerão por lá. O pontapé inicial será em 13 de fevereiro, com a chegada de uma exposição de 250 obras que influenciaram ou foram influenciadas pela Tropicália, incluindo a clássica instalação de Hélio Oiticica que batizou o levante cultural.
Três dias depois da abertura da exposição, terá início um ciclo de debates, palestras e workshops que tentará destrinchar para os britânicos o significado do movimento tropicalista para a cultura brasileira.
Na dança, o espetáculo ficará por conta de Deborah Colker, que de 25 a 29 de abril trará a montagem de Knot, com as famosas estripulias dos dançarinos usando as 120 cordas suspensas pelo palco.
CinemaNo dia de Tiradentes, chega a vez da produção cinematográfica, com uma programação centrada principalmente no Cinema Novo, mas que também vai incluir registros de shows históricos e produções verde-amarelas mais recentes. Esse desejo de lotar o centro cultural com as referências do movimento tropicalista transformou-se numa obsessão para a equipe do Barbican, em especial seu diretor artístico, Graham Sheffield.
Os valores do movimento tropicalista não são muito diferentes dos do Barbican. A Tropicália é desafiadora, ativa, provocadora, irriquieta, iconoclasta, participante e multiartística. “Palavras e idéias surgidas há quase 40 anos informam nossa ambição, como um centro de artes internacional para 2006”, diz Sheffield.
O evento certamente terá um alcance bem maior do que a última grande empreitada nacional em Londres: o uso da imagem do Brasil como tema das vitrines da tradicional loja de departamentos Selfridges, em maio de 2004.
A equipe do Barbican trabalha em sintonia com a Embaixada Brasileira em Londres, que na gestão do embaixador José Maurício Bustani tem sido heróica no campo cultural.

    Você também pode gostar

    Tropicália ressurge em Londres

    Arquivo Geral

    27/12/2005 0h00

    O ano de 2006 vai ficar marcado no calendário britânico pelos três meses que o Barbican, maior centro cultural europeu, dedicará à mostra Tropicália, uma Revolução na Cultura Brasileira, que levará a Londres um número sem precedentes de trabalhos e artistas brasileiros.
    Mas, desde já, o ponto alto promete ser a parte musical do evento, marcada para o período de 21 de abril a 22 de maio: os organizadores esperam um desfile de ícones do movimento cultural verde-amarelo, incluindo uma reunião histórica de Arnaldo Baptista, Sérgio Dias, Liminha e Dinho Leme, dos Mutantes.

    Ainda que o primeiro show de um dos pares de irmãos mais geniais da história da música brasileira não esteja oficialmente confirmado, os organizadores do evento já sonham com a repercussão de sua vinda. Afinal, o som dos Mutantes não apenas é conhecido em terras britânicas, mas apreciado ao ponto de ser usado por DJs e bandas de vários cantos do Reino Unido. E não custa lembrar que uma simples apresentação de Sérgio Dias em Londres, em setembro, foi um dos shows alternativos mais comentados da cena londrina. Outra atração é Tom Zé, que também costuma ser lembrado pela mídia especializada.
    ConvidadosCaetano Veloso e Gilberto Gil também vão marcar presença no palco, além de serem os patronos de uma overdose do movimento tropicalista. Deverão contar com ilustres convidados internacionais — os nomes estão guardados a sete chaves, mas já se especula que os Davids Byrne e Bowie aparecerão por lá. O pontapé inicial será em 13 de fevereiro, com a chegada de uma exposição de 250 obras que influenciaram ou foram influenciadas pela Tropicália, incluindo a clássica instalação de Hélio Oiticica que batizou o levante cultural.
    Três dias depois da abertura da exposição, terá início um ciclo de debates, palestras e workshops que tentará destrinchar para os britânicos o significado do movimento tropicalista para a cultura brasileira.
    Na dança, o espetáculo ficará por conta de Deborah Colker, que de 25 a 29 de abril trará a montagem de Knot, com as famosas estripulias dos dançarinos usando as 120 cordas suspensas pelo palco.
    CinemaNo dia de Tiradentes, chega a vez da produção cinematográfica, com uma programação centrada principalmente no Cinema Novo, mas que também vai incluir registros de shows históricos e produções verde-amarelas mais recentes. Esse desejo de lotar o centro cultural com as referências do movimento tropicalista transformou-se numa obsessão para a equipe do Barbican, em especial seu diretor artístico, Graham Sheffield.
    Os valores do movimento tropicalista não são muito diferentes dos do Barbican. A Tropicália é desafiadora, ativa, provocadora, irriquieta, iconoclasta, participante e multiartística. “Palavras e idéias surgidas há quase 40 anos informam nossa ambição, como um centro de artes internacional para 2006”, diz Sheffield.
    O evento certamente terá um alcance bem maior do que a última grande empreitada nacional em Londres: o uso da imagem do Brasil como tema das vitrines da tradicional loja de departamentos Selfridges, em maio de 2004.
    A equipe do Barbican trabalha em sintonia com a Embaixada Brasileira em Londres, que na gestão do embaixador José Maurício Bustani tem sido heróica no campo cultural.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado