O brilho da televisão às vezes esconde algumas ruindades e mazelas que só os mais atentos conseguem enxergar. Para ajudar a separar o joio do trigo, foi criada uma divertida eleição, uma versão para a TV do famoso prêmio Framboesa norte-americano que escolhe os piores do cinema, o Troféu Santa Clara. A oitava edição está em cena, abrindo a possibilidade para que todos votem nos maiores micos e decepções da nossa telinha.
A 8ª edição do Santa Clara vai “premiar” 15 categorias (piores novela, ator, atriz, apresentador, apresentadora, programa humorístico, entrevistador (a), mesa-redonda, locutor, programa jornalístico, infantil, variedades/fofoca, dominical, pior programa e o maior fiasco da TV brasileira) e terá, com toda pompa e circunstância que o troféu exige, um corpo de jurados, cujos votos vão se somar à participação dos votantes na internet.
A única forma de votar é acessando a Folha Online, no site www.folhaonline.com.br. Os organizadores informam que não serão aceitos votos por carta, fax ou e-mail. Os resultados serão divulgados no próximo domingo, dia 15, no site da Folha e no próprio jornal Folha de São Paulo.
O Troféu Santa Clara não tem caráter oficial. Ele foi criado pelo jornal Folha de São Paulo em 1997, com o intuito de promover a crítica à baixa qualidade da programação da televisão aberta brasileira. O objetivo é apontar os profissionais que se destacaram negativamente em suas áreas de atuação, assim como apontar os piores programas.
A inspiração para o nome do troféu foi Clara Favarone, Santa Clara, italiana da cidade de Assis, declarada “padroeira da TV”.em 1958, pelo papa Pio XII.
Ano passado, o Canal Aberto, de João Kléber, foi eleito o pior programa da televisão brasileira. O apresentador, aliás, também ganhou o prêmio de grande mico de 2003 em sua categoria. A novela mais rejeitada foi Kubanacan. A pior atriz foi Vera Fischer, por sua Antônia em Agora é que são Elas e o ator foi Rafael Calomeni, que fez Expedito em Mulheres Apaixonadas.