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Triste vida dos habitantes da selva

Arquivo Geral

21/08/2004 0h00

Os índios yanomami deixam de lado a imagem de uma vida harmônica com a floresta para denunciar a miséria e os problemas de saúde que os afligem. Belas e muitas vezes tristes, Faces da Floresta – os Yanomami, traz 40 fotografias em preto e branco do paranaense radicado nos Estados Unidos Valdir Cruz. Até dia 26 de setembro o brasiliense poderá visitar a exposição no Conjunto Cultural da Caixa.

O projeto Faces da Floresta, os Yanomami, escolhido para fazer o encerramento do Foto Arte 2004, possui ainda um livro de 144 páginas (Editora Cosac Naify, R$ 79) com 87 imagens sobre o dia-a-dia da aldeia e um diário no qual o fotógrafo procurou registrar também em palavras, a precariedade da vida dos indígenas após o contato com os chamados homens civilizados.

Em 1994 Valdir Cruz recebeu em seu estúdio em Nova York o líder yanomami Davi Kopenawa e foi convidado para visitar a tribo na Amazônia. Durante oito meses, em 1996 e 1997, Valdir acabou retratando o sofrimento e mazelas dos índios entre o Brasil e a Venezuela. São imagens de crianças infestadas de bicho-do-pé, cegueira, doenças de pele, famílias inteiras que foram vítimas da malária e do sarampo.

imagens chocantes Há fotos de uma jovem mulher chamada Pashohapemi que teve o útero perfurado por uma flecha pelo marido ciumento. A imagem mais chocante, no entanto, não é nenhuma dessas. É da pequena Renata da tribo Xiriana, que era hidrocéfala, acolhida em um hospital para a comunidade indígena em Boa Vista. “Foi uma das imagens mais difíceis que já fiz” conta Cruz em entrevista ao Jornal de Brasília. “Havia muita angústia. O grito dela não tinha som, um sofrimento horrível. Renatinha conseguia expressar seus sentimentos com apenas um olho. Eu entendia”, lembra, emocionado.

O fotógrafo explica que pela tradição yanomami Renata teria sido morta ao nascer, já que não havia salvação, como ficou comprovado alguns meses depois. No entanto, por intervenção de uma freira católica, a criança foi levada ao hospital e submetida a cirurgia experimental, o que apenas prolongou seu sofrimento.

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    Arquivo Geral

    21/08/2004 0h00

    Os índios yanomami deixam de lado a imagem de uma vida harmônica com a floresta para denunciar a miséria e os problemas de saúde que os afligem. Belas e muitas vezes tristes, Faces da Floresta – os Yanomami, traz 40 fotografias em preto e branco do paranaense radicado nos Estados Unidos Valdir Cruz. Até dia 26 de setembro o brasiliense poderá visitar a exposição no Conjunto Cultural da Caixa.

    O projeto Faces da Floresta, os Yanomami, escolhido para fazer o encerramento do Foto Arte 2004, possui ainda um livro de 144 páginas (Editora Cosac Naify, R$ 79) com 87 imagens sobre o dia-a-dia da aldeia e um diário no qual o fotógrafo procurou registrar também em palavras, a precariedade da vida dos indígenas após o contato com os chamados homens civilizados.

    Em 1994 Valdir Cruz recebeu em seu estúdio em Nova York o líder yanomami Davi Kopenawa e foi convidado para visitar a tribo na Amazônia. Durante oito meses, em 1996 e 1997, Valdir acabou retratando o sofrimento e mazelas dos índios entre o Brasil e a Venezuela. São imagens de crianças infestadas de bicho-do-pé, cegueira, doenças de pele, famílias inteiras que foram vítimas da malária e do sarampo.

    imagens chocantes Há fotos de uma jovem mulher chamada Pashohapemi que teve o útero perfurado por uma flecha pelo marido ciumento. A imagem mais chocante, no entanto, não é nenhuma dessas. É da pequena Renata da tribo Xiriana, que era hidrocéfala, acolhida em um hospital para a comunidade indígena em Boa Vista. “Foi uma das imagens mais difíceis que já fiz” conta Cruz em entrevista ao Jornal de Brasília. “Havia muita angústia. O grito dela não tinha som, um sofrimento horrível. Renatinha conseguia expressar seus sentimentos com apenas um olho. Eu entendia”, lembra, emocionado.

    O fotógrafo explica que pela tradição yanomami Renata teria sido morta ao nascer, já que não havia salvação, como ficou comprovado alguns meses depois. No entanto, por intervenção de uma freira católica, a criança foi levada ao hospital e submetida a cirurgia experimental, o que apenas prolongou seu sofrimento.

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