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Treinamento sana problema na Bahia

Arquivo Geral

17/07/2004 0h00

Na Bahia, o Programa de Alimento Seguro, da Anvisa, resultou em outra boa experiência, em uma parceria da entidade com o Sebrae, Sesi e Senai. Uma das comidas típicas do estado, o acarajé, apresentava alto grau de contaminação.

O projeto Acarajé 10 foi criado para melhorar a qualidade e a imagem do quitute. Reportagens veiculadas em rede nacional em 2002 denunciaram que 100% dos acarajés de Salvador estavam contaminados. A fonte era uma análise da Universidade Federal da Bahia. Em todos os produtos avaliados, detectou-se a presença de coliformes fecais. As notícias repercutiram mal e o setor teve queda de 30% nas vendas.

Com o Acarajé 10, criou-se um selo de qualidade para disseminar boas práticas no preparo do prato. O projeto capacitou centenas de trabalhadoras, filiadas à Associação das Baianas de Acarajé (ABA). Elas receberam noções de higiene pessoal e ambiental e de atendimento ao cliente.

No Norte do País, há registro de outra experiência de sucesso. São as casas de farinha, locais utilizados para a fabricação artesanal do produto. A farinha acreana também tinha problemas envolvendo contaminação. Isso era grave, pois as casas de farinha são uma das principais fontes de renda da população local. A farinha do Acre é vendida em todas as regiões do País. A parceria da Anvisa com o governo estadual e outras entidades permitiu o treinamento de mais de 3 mil produtores de farinha de mandioca em BPF e APPCC.

Ricardo Oliva acredita que a realização de projetos como esses estimule o surgimento de outros. “Cada estado escolhe para monitoramento o segmento que apresenta mais problemas”, diz o diretor da Anvisa. Ele conta que as pessoas submetidas aos treinamentos têm sido muito receptivas. “O produtor quer a capacitação. Ele sabe que se fizer uma comida ruim, pode perder seu negócio e seus clientes. Ele também não deseja ser multado ou fechado”, observa. “E faz parte da cultura brasileira consumir comida na rua”, acrescenta.

O diretor acha que projetos como o Acarajé 10, as casas de farinha do Acre e o sorvete do Rio Grande do Sul são exemplos concretos de um trabalho que pode ser desenvolvido cada vez mais.

Ricardo Oliva faz recomendações à população ao consumir alimentos de rua. Uma delas é evitar lugares que não tenham água corrente. A água parada ou armazenada indevidamente facilita a contaminação. “As pessoas também devem estar atentas à higiene pessoal do vendedor.

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    17/07/2004 0h00

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    O projeto Acarajé 10 foi criado para melhorar a qualidade e a imagem do quitute. Reportagens veiculadas em rede nacional em 2002 denunciaram que 100% dos acarajés de Salvador estavam contaminados. A fonte era uma análise da Universidade Federal da Bahia. Em todos os produtos avaliados, detectou-se a presença de coliformes fecais. As notícias repercutiram mal e o setor teve queda de 30% nas vendas.

    Com o Acarajé 10, criou-se um selo de qualidade para disseminar boas práticas no preparo do prato. O projeto capacitou centenas de trabalhadoras, filiadas à Associação das Baianas de Acarajé (ABA). Elas receberam noções de higiene pessoal e ambiental e de atendimento ao cliente.

    No Norte do País, há registro de outra experiência de sucesso. São as casas de farinha, locais utilizados para a fabricação artesanal do produto. A farinha acreana também tinha problemas envolvendo contaminação. Isso era grave, pois as casas de farinha são uma das principais fontes de renda da população local. A farinha do Acre é vendida em todas as regiões do País. A parceria da Anvisa com o governo estadual e outras entidades permitiu o treinamento de mais de 3 mil produtores de farinha de mandioca em BPF e APPCC.

    Ricardo Oliva acredita que a realização de projetos como esses estimule o surgimento de outros. “Cada estado escolhe para monitoramento o segmento que apresenta mais problemas”, diz o diretor da Anvisa. Ele conta que as pessoas submetidas aos treinamentos têm sido muito receptivas. “O produtor quer a capacitação. Ele sabe que se fizer uma comida ruim, pode perder seu negócio e seus clientes. Ele também não deseja ser multado ou fechado”, observa. “E faz parte da cultura brasileira consumir comida na rua”, acrescenta.

    O diretor acha que projetos como o Acarajé 10, as casas de farinha do Acre e o sorvete do Rio Grande do Sul são exemplos concretos de um trabalho que pode ser desenvolvido cada vez mais.

    Ricardo Oliva faz recomendações à população ao consumir alimentos de rua. Uma delas é evitar lugares que não tenham água corrente. A água parada ou armazenada indevidamente facilita a contaminação. “As pessoas também devem estar atentas à higiene pessoal do vendedor.

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