“Traduzimos o livro porque amamos Harry, e não pretendemos utilizar o texto com fins comerciais”, disse um dos adolescentes que aproveitaram as férias de verão para antecipar a versão chinesa.
Várias equipes, formadas por estudantes do ensino médio e universitários, se dedicam nas traduções desde que o livro foi lançado em inglês, dia 21 de julho. Os jovens trabalham quase sem descanso, comendo apenas macarrão instantâneo.
Entre os grupos mais populares estão a “Escola de Traduções Hogwarts” e a “Aliança Internacional de Magos”, um clube online formado por mais de 2 mil membros, liderada por um jovem de 15 anos, conhecido pelo pseudônimo de “magoHali”. As comunidades estão em campanha para que o dia 21 de julho seja declarado “Dia Mundial de Harry Potter”. Mais de 100 mil internautas chineses já apóiam a iniciativa.
Mas os problemas legais podem prejudicar os jovens. A Editora Popular da China, a única autorizada a publicar as traduções oficiais da saga, anunciou medidas contra as versões livres.
Advogados especialistas em pirataria disseram ao jornal que os adolescentes chineses que traduziram a obra e divulgaram o texto na internet não violaram os direitos de propriedade intelectual, já que não pretendiam obter lucro. No entanto, acrescentaram, sites que publicam as versões com fins comerciais podem ser processados.
Além das versões livres online, nas ruas chinesas proliferam as cópias piratas a 40 iuanes, longe dos 270 (US$ 36) que deverá custar o livro.