Quem gosta de realismo fantástico há de se deleitar com Kubanacan, a trama que estreou na última segunda-feira na Globo. Mas o folhetim de Carlos Lombardi oferece mais emoção mesmo é para aqueles chegados à apreciação de corpos bem-talhados, independentemente do quesito interpretação.
Segundo a Globo, a novela estreou com excelente média de audiência: 39 pontos no Ibope, superando, portanto, os primeiros capítulos das duas últimas novelas desse horário – O Beijo do Vampiro, com 36, e a capenga Desejos de Mulher, com 29.
Na primeira semana da novela, quem tinha saudades de O Quinto dos Infernos pôde se refestelar: lá está boa parte do elenco, aliás com pouca diferença do perfil que foi explorado naquela minissérie.
Betty Lago, um assombro com a loira Mercedes, é uma que reconhece o costume de repetir personagens. Humberto Martins como Camacho também não foge da linha em que vem sendo explorado. O mesmo vale para Danielle Winits, que na pele de Marisol ganhou ar mais distinto com os cabelos escurecidos, mas de quem não se deve esperar performance diferente das outras “tipas” vividas na televisão.
Mas vá lá: Kubanacan, afinal, é uma ilha tropical cujos nativos têm mais é de usar pouca roupa e agir com sangue quente. Temperado com humor sadio, o folhetim tende a seguir a tradição da faixa das sete da noite na Globo – que, cada vez mais, se aproxima do velho, mas vitorioso modelo das chanchadas televisivas pé no México.