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Tortura psicológica entre quatro paredes

Arquivo Geral

11/06/2004 0h00

Um homem infeliz que sente a necessidade de destruir todos a sua volta abusando do jogo entre dominados e dominadores. A trama do espetáculo teatral A Armadilha, que estréia nesta sexta-feira no Teatro Goldoni, se desenrola numa noite em que um patrão paraplégico decide manter o empregado preso em casa. Portas e janelas são lacradas. É uma armadilha.

Os atores Arthur Tadeu Curado e Sérgio Sartório procuravam um texto que retratasse a questão da violência. Em A Armadilha, ela está representada pela disputa de classes, a diferença de poder econômico entre os personagens e, principalmente, pela disputa psicológica travada por eles. “A violência é verbal. Presos na casa, as máscaras caíram”, conta Arthur. “Podemos comparar a um jogo de xadrez, onde cada passo é muito bem pensado”, acredita o ator.

O espetáculo é inspirado no suspense e em clássicos do cinema expressionista alemão, como Nosferato, de 1926. Para compor o personagem, Arthur – que interpreta o patrão tetraplégico – também se utilizou da sétima arte. Assistiu a filmes como Feliz Ano Velho, Aprendendo a Voar e Meu Pé Esquerdo.

Além de abordar a violência, a dupla de atores queria fugir de espaços convencionais e encontrar o lugar perfeito para o público entrar no clima. Foi quando conheceram uma casa, anexa ao Teatro Goldoni, que tem toda a estrutura para um espetáculo e, também, a capacidade de provocar na platéia a sensação de estar frente-a-frente com os personagens.

SERVIÇO

A Armadilha – Peça com Arthur Tadeu e Sérgio Sartório. Hoje e amanhã às 21h e domingos, às 20h, no Teatro Goldoni (Casa D´Itália, 208/209 Sul). Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudantes e cadeiristas). Até o dia 27.

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    11/06/2004 0h00

    Um homem infeliz que sente a necessidade de destruir todos a sua volta abusando do jogo entre dominados e dominadores. A trama do espetáculo teatral A Armadilha, que estréia nesta sexta-feira no Teatro Goldoni, se desenrola numa noite em que um patrão paraplégico decide manter o empregado preso em casa. Portas e janelas são lacradas. É uma armadilha.

    Os atores Arthur Tadeu Curado e Sérgio Sartório procuravam um texto que retratasse a questão da violência. Em A Armadilha, ela está representada pela disputa de classes, a diferença de poder econômico entre os personagens e, principalmente, pela disputa psicológica travada por eles. “A violência é verbal. Presos na casa, as máscaras caíram”, conta Arthur. “Podemos comparar a um jogo de xadrez, onde cada passo é muito bem pensado”, acredita o ator.

    O espetáculo é inspirado no suspense e em clássicos do cinema expressionista alemão, como Nosferato, de 1926. Para compor o personagem, Arthur – que interpreta o patrão tetraplégico – também se utilizou da sétima arte. Assistiu a filmes como Feliz Ano Velho, Aprendendo a Voar e Meu Pé Esquerdo.

    Além de abordar a violência, a dupla de atores queria fugir de espaços convencionais e encontrar o lugar perfeito para o público entrar no clima. Foi quando conheceram uma casa, anexa ao Teatro Goldoni, que tem toda a estrutura para um espetáculo e, também, a capacidade de provocar na platéia a sensação de estar frente-a-frente com os personagens.

    SERVIÇO

    A Armadilha – Peça com Arthur Tadeu e Sérgio Sartório. Hoje e amanhã às 21h e domingos, às 20h, no Teatro Goldoni (Casa D´Itália, 208/209 Sul). Ingressos a R$ 10 (inteira) e R$ 5 (estudantes e cadeiristas). Até o dia 27.

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