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Torcida organizada

Arquivo Geral

22/08/2004 0h00

Elas suaram a camisa das seleções brasileiras, defenderam as cores do Brasil e trouxeram medalhas. Agora, usam a experiência das quadras, areias, piscinas e tatames na cobertura das Olimpíadas de Atenas, que vão até dia 29. Quem acompanha as competições pela TV, já notou o timaço de (ex) atletas que vêm esbanjando charme e conhecimento de causa nas transmissões. “Antes de mais nada, somos torcedoras, né?”, frisa a ginasta Ana Paula Lucke, comentarista do canal por assinatura SporTV (Net). “Fico toda arrepiada. A gente vibra, quer gritar. E tem hora em que não dá vontade de falar nada, quero ficar bem quietinha, só na torcida”.

Essa é a segunda vez de Ana Paula no posto de comentarista. Nas Olimpíadas de Sydney (2000), ela vestiu a camisa da Globo. “Era mais nova e dava o maior nervosismo”, lembra. Veterana das areias e medalha de ouro em Atlanta (1996), Jacqueline Silva diz que foi comentarista em “oportunidades isoladas”. Agora, dá expediente na Globo nas partidas de vôlei de praia. “Fui a três Olimpíadas e tenho o que falar. Quando uma atleta está no posto de comentarista, a transmissão ganha um colorido maior”, acredita.

Outra medalhista olímpica do vôlei de praia – prata e bronze –, Adriana Samuel reforça as transmissões do SporTV. Enquanto o irmão, Tande, está em Atenas pela Globo, ela sofre com o fuso horário trocado daqui. “A maioria dos jogos é de madrugada. Tenho saído de casa às 2h30 da manhã”, destaca a atleta, que entrega: “É chato quando não tem Brasil jogando.”

Os comentários mordazes, ela deixa para as gringas. “Mas o papel de comentarista não é detonar. Se jogou mal, todo o mundo viu. Fui jogadora e tive vontade de matar muito comentarista”, confessa Adriana, que dribla o sono para dar conta da função. “Já gaguejei e sei o estresse que é manter uma linha de raciocínio enquanto as pessoas ficam falando na sua orelha pelo ponto eletrônico.”

Cortada da competição às vésperas das Olimpíadas, Leila ganhou prêmio de consolação: foi para a Grécia comentar os jogos de vôlei para a Globo. Na Band, também sobram nomes conhecidos dos torcedores: Ana Moser e Isabel (do vôlei), Paula (basquete), Fabíola Molina (natação) e Cristhiane Parmigiano (judô). “Está sendo inesquecível acompanhar meus amigos de seleção dessa forma”, aponta Cristhiane.

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    Essa é a segunda vez de Ana Paula no posto de comentarista. Nas Olimpíadas de Sydney (2000), ela vestiu a camisa da Globo. “Era mais nova e dava o maior nervosismo”, lembra. Veterana das areias e medalha de ouro em Atlanta (1996), Jacqueline Silva diz que foi comentarista em “oportunidades isoladas”. Agora, dá expediente na Globo nas partidas de vôlei de praia. “Fui a três Olimpíadas e tenho o que falar. Quando uma atleta está no posto de comentarista, a transmissão ganha um colorido maior”, acredita.

    Outra medalhista olímpica do vôlei de praia – prata e bronze –, Adriana Samuel reforça as transmissões do SporTV. Enquanto o irmão, Tande, está em Atenas pela Globo, ela sofre com o fuso horário trocado daqui. “A maioria dos jogos é de madrugada. Tenho saído de casa às 2h30 da manhã”, destaca a atleta, que entrega: “É chato quando não tem Brasil jogando.”

    Os comentários mordazes, ela deixa para as gringas. “Mas o papel de comentarista não é detonar. Se jogou mal, todo o mundo viu. Fui jogadora e tive vontade de matar muito comentarista”, confessa Adriana, que dribla o sono para dar conta da função. “Já gaguejei e sei o estresse que é manter uma linha de raciocínio enquanto as pessoas ficam falando na sua orelha pelo ponto eletrônico.”

    Cortada da competição às vésperas das Olimpíadas, Leila ganhou prêmio de consolação: foi para a Grécia comentar os jogos de vôlei para a Globo. Na Band, também sobram nomes conhecidos dos torcedores: Ana Moser e Isabel (do vôlei), Paula (basquete), Fabíola Molina (natação) e Cristhiane Parmigiano (judô). “Está sendo inesquecível acompanhar meus amigos de seleção dessa forma”, aponta Cristhiane.

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