Vera Fischer num palco ostentando sua cobiçada nudez durante a maior parte do tempo parece imagem de devaneio. Para o público brasiliense, durante tempo indeterminado, isso será mesmo um sonho; mas os cariocas já se preparam para assistir, em maio, à estréia de A Primeira Noite de um Homem, espetáculo dirigido por Falabella e no qual a deusa vai ser a primeira mulher na vida de um rapaz de 20 anos desconhecido pelo público.
Quem será esse felizardo? Pelo menos até o fechamento desta edição, nem a produção sabia. O fato é que bastou Miguel Falabella declarar que estava à procura de um jovem para contracenar com Vera Fischer no teatro que em apenas duas semanas apareceram mais de 300 currículos de atores se candidatando à tão cobiçada vaga.
Atuar ao lado do mito nacional é mesmo atitude só imaginada em sonhos pela imensa torcida masculina de Vera Fischer. Natural. Aos 52 anos, a atriz demonstra estar na plenitude da forma. Por isso mesmo, não faltam pretendentes — famosos ou não — para esse papel.
“Ela é uma musa”, ecoa o ator italiano Nicola Siri, que em Mulheres Apaixonadas viveu o Padre Pedro e teve sua parte de paraíso ao contracenar com a deslumbrante Lavínia Vlasak, na trama vivendo a mimada Estela. “Não a conheço pessoalmente, mas faria qualquer coisa com Vera Fischer”, assegura. Ele e milhares de outros fãs.
Paulo Nigro, que interpreta o Murilo de Malhação, também considera que contracenar com Vera Fischer é uma honra. “O teatro por si só já é o máximo e com Vera, então…”, divaga o ator, para quem Vera é uma das atrizes mais bonitas que existem. “Ela é um ícone, né?”. Com certeza, garotão.
Mas há quem assuma que estar lado a lado com a deusa loura, nua em pêlo, num palco, causaria um certo desconforto. “No início ficaria envergonhado, mas depois tudo estaria resolvido”, reconhece Sidney Sampaio, o Guilherme de Canavial das Paixões, novela do SBT que está em seus últimos capítulos.
Mito há 35 anos, desde que ganhou o título de Miss Brasil, Vera desperta até a vocação de ator em quem nunca subiu num palco. É o caso do operador de micro Luiz Carlos Tupinambá, carioca de 32 anos que, apesar de ter se candidatado ao cargo, não se deixaria tomar apenas pelo encanto: “Ela é linda, mas tem dinheiro. Vou cobrar meu cachê”.