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Todos os clichês do terror oriental

Arquivo Geral

13/01/2006 0h00

Contagiado pela epidemia de thrillers japoneses, que refletiram com brilho nas bilheterias do mundo inteiro, o cinema norte-americano tenta andar com suas próprias pernas no escorregadio filão do terror nipônico. Porém, o mesmo sucesso de O Chamado – filme de Gore Verbinski, reponsável por puxar a importação dos subprodutos do cinema oriental –, não se repete em Escuridão, que estréia hoje nos cinemas, com Maria Bello e Sean Bean à frente do elenco.
A produção, que se divide entre o Canadá, Nova York e País de Gales (principal locação da película), acerta no suspense (o pouco conhecido diretor John Fawcett não deixa nada a desejar), porém, embarca no maior problema de qualquer filão cinematográfico: a repetição. Escuridão congrega os clichês básicos de todos esses exemplares do horror nipônico, refilmados nos EUA, como O Grito, Água Negra, The Eye – A Herança e, claro, O Chamado.
Esse último é a principal fonte de inspiração de Fawcett, desde a fotografia – com plástica turva ou preto-e-branco ao narrar acontecimentos do passado – à própria trama, composta por um misticismo raso, a exemplo da velha história da casa construída sobre um cemitério de índios. Qualquer semelhança pode não ser mera coincidência.
A seqüência de acontecimentos pode ser facilmente antevista com base nos títulos citados. Sim, tudo gira em torno da morte de uma garota, cujo espírito atormenta uma família em busca de paz, ou coisa parecida. A explicação, naturalmente, está em recortes de jornais (vide O Chamado), ou num suspeito funcionário do local (vide Água Negra), ou mesmo na própria estrutura da casa (vide O Grito ou o americano Horror em Amityville).
Caso a sexta-feira 13 lhe atice, caro leitor, Escuridão é um bom prato para servir no cair da noite, mesmo que provoque um sabor amargo ao engolir.

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    13/01/2006 0h00

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    A produção, que se divide entre o Canadá, Nova York e País de Gales (principal locação da película), acerta no suspense (o pouco conhecido diretor John Fawcett não deixa nada a desejar), porém, embarca no maior problema de qualquer filão cinematográfico: a repetição. Escuridão congrega os clichês básicos de todos esses exemplares do horror nipônico, refilmados nos EUA, como O Grito, Água Negra, The Eye – A Herança e, claro, O Chamado.
    Esse último é a principal fonte de inspiração de Fawcett, desde a fotografia – com plástica turva ou preto-e-branco ao narrar acontecimentos do passado – à própria trama, composta por um misticismo raso, a exemplo da velha história da casa construída sobre um cemitério de índios. Qualquer semelhança pode não ser mera coincidência.
    A seqüência de acontecimentos pode ser facilmente antevista com base nos títulos citados. Sim, tudo gira em torno da morte de uma garota, cujo espírito atormenta uma família em busca de paz, ou coisa parecida. A explicação, naturalmente, está em recortes de jornais (vide O Chamado), ou num suspeito funcionário do local (vide Água Negra), ou mesmo na própria estrutura da casa (vide O Grito ou o americano Horror em Amityville).
    Caso a sexta-feira 13 lhe atice, caro leitor, Escuridão é um bom prato para servir no cair da noite, mesmo que provoque um sabor amargo ao engolir.

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