A dra. Sônia Salviano reforça a importância da amamentação exclusiva até os seis meses explicando que o leite materno, a longo prazo, protege o ser humano de enfermidades da infância, como as diarreicas e as respiratórias, e também daquelas doenças crônicas não-transmissíveis, a exempo de problemas cardiovasculares, diabetes, hipertensão e osteoporose.
A defesa da amamentação exclusiva, no caso, é radical. “É só peito mesmo. Não tem nada de água e nem de chazinho”, defende a coordenadora do ministério. Aí, vem aquela pergunta inevitável em função do clima seco de Brasília nesta época do ano. Mas, o bebê não sofre com esse radicalismo. A médica responde:”80% do leite do peito é composto de água e o que é melhor, sem qualquer contaminação”.
A especialista argumenta ainda que a agua que o bebê toma ajuda a diluir o leite materno, enfraquecendo sua potencialidade. “Além do que, uma aguinha tomada que seja pode levar a um risco de contaminação e com isso mudar todo o curso de vida da criança”, conclui.
Sônia Salviano vai mais longe na defesa do leite materno. Segundo ela, é aconselhável que a mãe amamente o filho até os dois anos para que “além de saudável, ele cresça mais inteligente”. A especialista conta que esta inteligência mais viva é, inclusive, comprovada cientificamente.
O Ministério da Saúde está veiculando uma campanha publicitária para incentivar o aleitamento exclusivo até os seis meses, além de distribuir mais de 250 mil cartazes e folders para conscientizar as mães.