O brasiliense poderá conferir, a partir de amanhã nos cinemas da cidade, o quinto e premiado longa de José Joffily, Dois Perdidos Numa Noite Suja. Apresentado no Festival de Brasília do ano passado – quando ganhou os prêmios, de direção e de melhor atriz para Débora Falabella – o longa começa com o encontro de dois brasileiros, Paco (Débora Falabella) e Tonho (Roberto Bomtempo) na cidade de Nova York. A história se desenrola quando Tonho convida Paco para dividir um galpão abandonado com ele.
Depois disso, suas vidas mudam de rumo e ganham uma cumplicidade ímpar. Apesar de terem em comum o sonho de se darem bem enquanto imigrantes ilegais, eles são muito diferentes. Enquanto as ambições de Tonho se limitam a ter um emprego bem-sucedido, Paco quer ser uma grande pop star, vender mais discos que a Madonna. Ela está disposta a tudo para conseguir isso. Porém, no meio da violência, de uma paixão inesperada e de muitos conflitos, os sonhos de ambos caem por terra.
Produzido no ano passado por José Joffily, que já assinou a direção de filmes como A Maldição de Sanpaku, Quem Matou Pixote? e o documentário O Chamado de Deus, o filme é baseado na obra de Plínio Marcos.
“Para tentar recuperar o impacto da peça original tivemos que ser dissemelhantes para ficarmos parecidos. Apesar das mudanças realizadas – da transformação de Paco em uma jovem e a transferência da história para Nova York em 2001 – sentimos que Plínio Marcos esteve sempre ao nosso lado”, afirmou o diretor.
Dois Perdidos Numa Noite Suja representou a estréia de Plínio Marcos, autor de textos marcadamente ligados ao universo da marginalidade. A primeira montagem profissional da peça tinha no palco apenas dois homens que dialogavam num pobre quarto de pensão. Essa marginalidade lhe rendeu uma grande luta contra a censura nos anos 60 e 70, tornando-se um símbolo de resistência.