Quem tem mais de 40 deve se preocupar com a diabetes. Essa é a recomendação dos médicos que sugerem que, depois daquela idade, todos devem fazer um teste para verificar se tem alguma espécie de intolerância à glicose.
Leão Zagury, o presidente da Sociedade Brasileira de Diabetes, os exames mais confiáveis e indicados são a glicemia em jejum e a glicemia pós-prandial (nível de glicose medido duas horas após uma refeição).
E tem novidades nessa área. O também endocrinologista Gustavo Caldas, do departamento de diabetes da Sociedade Brasileira de Endocrinologia, informa que, para melhorar a eficácia da detecção da intolerância à glicose, a Sociedade Americana de Diabetes mudou o “ponto de corte” do exame.
Agora, a pessoa que tiver 100 mg/dl de glicemia em jejum já é considerada pré-diabética. Antes, era a partir de 110 mg/dl. “Muitas pessoas tinham 105 mg/dl de resultado, tido como normal, quando, na realidade, já apresentavam resistência insulímica.”, diz Gustavo.
Além dos testes, o médico reforça a importância dos exercícios físicos para os intolerantes à glicose. Esse tipo de atividade aumenta a sensibilidade da insulina na célula, além de diminuir o risco de doença cardiovascular. Contudo, os diabéticos devem ficar atentos ao fato de que os exercícios podem aumentar o risco de hipoglicemia (taxa de glicose no sangue abaixo da normal).
De qualquer forma, segundo o dr. Zagury, “é importante que a pessoa seja orientada por um médico e que faça o teste de glicose freqüentemente.” Só assim ela tem a garantia de que esta com as taxas dentro do padrão normal ou precisa se tratar.
A Associação Brasileira de Diabetes recomenda aos diabéticos tipo 1 testar a glicose no sangue duas vezes antes de se exercitar para verificar glicose está estável ou em queda.
Normalmente, atividades físicas baixam a glicose no sangue porque os músculos a usam durante o exercício. Alguns médicos aconselham os diabéticos tipo 2 não se exercitarem se o nível da glicose no sangue estiver acima de 200 mg/dl.