Menu
Promoções

Terror japonês conquista o mundo

Arquivo Geral

30/03/2005 0h00

Arrastando-se para fora das telas de televisão ou escorregando de armários escuros, os fantasmas japoneses estão surgindo para assombrar as platéias dos cinemas do mundo todo.

O filme de terror O Chamado 2, dirigido por um japonês, ficou com a maior arrecadação deste final de semana nas bilheterias dos EUA, seguindo um padrão estabelecido por O Chamado e O Grito, duas refilmagens de produções japonesas que também se saíram bem nos cinemas.

Dark Water, produção internacional com direção do brasileiro Walter Salles, é uma outra refilmagem de uma produção japonesa de terror, que deve ser lançada no final deste ano. Como se vê, o gênero tem conquistado espaço.

Takashige Ichise, produtor de várias dessas histórias assustadoras que deram início a um boom de filmes do tipo no Japão no final dos anos 1990, tem uma explicação para o fenômeno.

“O terror japonês é mais assustador que o terror americano”, disse, em entrevista recente. “Os filmes japoneses mostram os fantasmas saindo do dia-a-dia das pessoas. Quando a platéia estiver em casa, no elevador, no banho, onde quer que esteja, ainda continuará com medo. Esse sentimento perdura”. Vale a advertência.

suspense Joe Drake, presidente da Mandate Pictures e produtor executivo de O Grito, vê no estilo japonês uma novidade atraente. “Há uma estética totalmente diferente no terror japonês, algo diferente de tudo que já se viu no mundo”, afirmou. “Trata-se de criar o suspense naturalmente. Há um sentimento de isolamento. Para uma platéia de fora do Japão, há algo nisso que é incrivelmente novo.”

De ares sombrios, mas quase sem cenas de violência, o terror japonês tem pouco em comum com o estilo “estripador” dos conhecidos filmes norte-americanos como A Hora do Pesadelo.

“Não se vê muito sangue sendo derramado”, disse Mark Schilling, autor de um livro sobre o cinema japonês. “Não se trata disso. A questão é matar as pessoas de medo; é daí que vem o terror”.

A versão norte-americana de Takashi Shimizu para O Grito faturou 180 milhões de dólares em todo o mundo desde o lançamento. A produção custou apenas US$ 10 milhões.

O Chamado 2, de Hideo Nakata, conseguiu arrecadar impressionantes US$ 36 milhões quando estreou nos EUA no final de semana passado. No Brasil, o filme está em cartaz desde sexta-feira.

    Você também pode gostar

    Terror japonês conquista o mundo

    Arquivo Geral

    30/03/2005 0h00

    Arrastando-se para fora das telas de televisão ou escorregando de armários escuros, os fantasmas japoneses estão surgindo para assombrar as platéias dos cinemas do mundo todo.

    O filme de terror O Chamado 2, dirigido por um japonês, ficou com a maior arrecadação deste final de semana nas bilheterias dos EUA, seguindo um padrão estabelecido por O Chamado e O Grito, duas refilmagens de produções japonesas que também se saíram bem nos cinemas.

    Dark Water, produção internacional com direção do brasileiro Walter Salles, é uma outra refilmagem de uma produção japonesa de terror, que deve ser lançada no final deste ano. Como se vê, o gênero tem conquistado espaço.

    Takashige Ichise, produtor de várias dessas histórias assustadoras que deram início a um boom de filmes do tipo no Japão no final dos anos 1990, tem uma explicação para o fenômeno.

    “O terror japonês é mais assustador que o terror americano”, disse, em entrevista recente. “Os filmes japoneses mostram os fantasmas saindo do dia-a-dia das pessoas. Quando a platéia estiver em casa, no elevador, no banho, onde quer que esteja, ainda continuará com medo. Esse sentimento perdura”. Vale a advertência.

    suspense Joe Drake, presidente da Mandate Pictures e produtor executivo de O Grito, vê no estilo japonês uma novidade atraente. “Há uma estética totalmente diferente no terror japonês, algo diferente de tudo que já se viu no mundo”, afirmou. “Trata-se de criar o suspense naturalmente. Há um sentimento de isolamento. Para uma platéia de fora do Japão, há algo nisso que é incrivelmente novo.”

    De ares sombrios, mas quase sem cenas de violência, o terror japonês tem pouco em comum com o estilo “estripador” dos conhecidos filmes norte-americanos como A Hora do Pesadelo.

    “Não se vê muito sangue sendo derramado”, disse Mark Schilling, autor de um livro sobre o cinema japonês. “Não se trata disso. A questão é matar as pessoas de medo; é daí que vem o terror”.

    A versão norte-americana de Takashi Shimizu para O Grito faturou 180 milhões de dólares em todo o mundo desde o lançamento. A produção custou apenas US$ 10 milhões.

    O Chamado 2, de Hideo Nakata, conseguiu arrecadar impressionantes US$ 36 milhões quando estreou nos EUA no final de semana passado. No Brasil, o filme está em cartaz desde sexta-feira.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado