A ordem é serenar os ânimos. América foi em frente, já caiu no esquecimento, mas ainda tem gente preocupada com a história do tal beijo, querendo fazer render um assunto que já morreu. É claro que, entre mortos e feridos, mesmo com a maioria se salvando, “balas perdidas” daqui e dali provocaram feridas que não foram totalmente cicatrizadas. A autora Glória Perez ainda se mostra inconformada com alguns setores da emissora, que a apontaram como responsável pela censura. E ela cita Luiz Erlanger, diretor de Comunicação, como principal culpado. Em e-mails trocados com outros autores e roteiristas, por meio do e-group ARTV, Glória disse que não podia admitir ficar como culpada desse corte: “(…) “que o senhor Erlanger tenha a desfaçatez de querer me atribuir a responsabilidade, e ainda me ponha na linha de tiro dos grupos gays mais exaltados”. E ela reafirma: “O beijo foi escrito, gravado e a emissora decidiu cortar a finalização dele”. Tudo esclarecido, é bom colocar um ponto final em tudo isso. Não foi esta a primeira e nem será a última confusão no mundo das novelas. Tempo de virar a página e pensar no futuro, afinal o contrato de Glória Perez com a Globo termina no final de dezembro e até agora não ocorreu, talvez por falta de oportunidade, nenhuma conversa a respeito.