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Tânia Maya filtra o que os hippies fizeram de melhor

Arquivo Geral

03/06/2003 0h00

Quem ouve Tânia Maya sente de cara um acento céltico que remete à cantora Enya. Faz sentido: a cantora bebeu muito dessa fonte. E seu CD de estréia tem um tanto desse clima etéreo da new age.

A voz bem-modulada vem dos tempos em que ela cantava em igrejas católicas. “Era mais por paixão, e me ajudou a formar minha idéia musical”, conta. Daí à escolha do repertório, foi uma ponte marcada por fina sintonia. Do ex-marido Oswaldo Montenegro, até hoje parceiro de vida e obra, Tânia canta Lenda da Lavadeira e A Voz da Tela – esta última feita especialmente para ela. “Faz parte da minha história”, diz.

Os demais autores, Tânia tratou de escolher bem. De Lenine, traz a inédita Tudo Por Acaso, fruto de parceria com Dudu Falcão – que marca presença no CD com Procura e na versão de Dúvida – Nha Vida, de Lourdes Assunção. Do amigo Nando Reis, canta Quem Vai Dizer Tchau? com um belo arranjo. Recria também Eu Tô Voando, que André Abujamra gravou com Os Mulheres Negras, e Fuga Nº 2, de Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee. Bons tempos. “Os Mutantes têm uma criatividade fantástica, que é uma referência forte porque extrapolou a época em que eles apareceram”, destaca. A cantora fez jus ao tratamento que a música merecia. O trabalho resgata o melhor desses tempos hippies, sem estilização. “Eu me inquieto sobre coisas que podem ajudar a gente a entender melhor como são regidas as coisas”, resume.

Aos 35 anos, esta paulistana de Peixes com ascendente em Aquário garimpou farto material melódico durante sua adolescência: Pink Floyd, Queen e U2, principalmente. Dessa fornada de gente do bem que o tempo não conseguiu descaracterizar, construiu sua base musical. De Enya, pegou o essencial: “Era interessante quando surgiu, aquela coisa etérea, mas depois se desgastou”. Bons ventos a tragam.

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    03/06/2003 0h00

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    A voz bem-modulada vem dos tempos em que ela cantava em igrejas católicas. “Era mais por paixão, e me ajudou a formar minha idéia musical”, conta. Daí à escolha do repertório, foi uma ponte marcada por fina sintonia. Do ex-marido Oswaldo Montenegro, até hoje parceiro de vida e obra, Tânia canta Lenda da Lavadeira e A Voz da Tela – esta última feita especialmente para ela. “Faz parte da minha história”, diz.

    Os demais autores, Tânia tratou de escolher bem. De Lenine, traz a inédita Tudo Por Acaso, fruto de parceria com Dudu Falcão – que marca presença no CD com Procura e na versão de Dúvida – Nha Vida, de Lourdes Assunção. Do amigo Nando Reis, canta Quem Vai Dizer Tchau? com um belo arranjo. Recria também Eu Tô Voando, que André Abujamra gravou com Os Mulheres Negras, e Fuga Nº 2, de Arnaldo Baptista, Sérgio Dias e Rita Lee. Bons tempos. “Os Mutantes têm uma criatividade fantástica, que é uma referência forte porque extrapolou a época em que eles apareceram”, destaca. A cantora fez jus ao tratamento que a música merecia. O trabalho resgata o melhor desses tempos hippies, sem estilização. “Eu me inquieto sobre coisas que podem ajudar a gente a entender melhor como são regidas as coisas”, resume.

    Aos 35 anos, esta paulistana de Peixes com ascendente em Aquário garimpou farto material melódico durante sua adolescência: Pink Floyd, Queen e U2, principalmente. Dessa fornada de gente do bem que o tempo não conseguiu descaracterizar, construiu sua base musical. De Enya, pegou o essencial: “Era interessante quando surgiu, aquela coisa etérea, mas depois se desgastou”. Bons ventos a tragam.

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