No dia da Festa Caribenha, quando restavam apenas dez concorrentes na Casa dos Artistas 2, o País inteiro viu o início de um dos maiores barracos públicos da história privada de um artista brasileiro. A roqueira brasiliense Syang e o gêmeo mineiro Gustavo protagonizaram um caso de traição ao vivo, levado a milhares de lares pelo reality show do SBT.
Casada, até então, com o produtor carioca Marcelo Sabbá, Syang não pensou duas vezes em se enrolar num “cobertor de orelhas” debaixo de um edredon, no famoso episódio do “cafofo”. E é exatamente o ninho de amor do casal que dá nome ao conto inédito de No Cio, a estréia literária de Syang.
A guitarrista-cantora, ex-integrante das bandas Detrito Federal e P.U.S, rasga a roupa e o verbo em No Cio, já à venda nas melhores casas do ramo. O livro é mais pesado que os revolucionários textos de Cassandra Rios nos anos 60. O ilustrador Brasílio Tsugo Matsumoto compôs retratos de Syang no melhor estilo “catecismo” de Carlos Zéfiro, porém, mais sofisticados.
O Cafofo é o conto mais light que Syang oferece neste banquete erótico que não deve nada à seção Forum da revista Ele & Ela, muito bem escrita nos anos 90 pelo jornalista Luiz André Alzer. Nesse conto, o penúltimo do livro, ela conta como fez sexo com Gustavo, iluminados por uma vela, gemendo em sussurros para enganar os microfones e sem se mexer muito para que as câmeras não os flagrassem sem roupa.
Pena é que não dá para explicitar, como ela faz em todas as suas narrativas, os textos de suas fantasias, já que o erotismo da roqueira se transforma, em vários momentos do texto, em pornografia explícita. “Não tenho a pretensão de ser escritora. Só quero transmitir a mesma emoção e a mesma excitação que vejo em meus shows”, justifica-se.