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Suspense cuidadoso

Arquivo Geral

07/03/2008 0h00

O Orfanato, expressiva estréia do diretor espanhol J.A. Bayona (apadrinhado pelo experiente Guillermo del Toro, de O Labirinto do Fauno, que assina a  produção), é um sopro refrescante para a revitalização – talvez nem tanto, mas algo como uma manutenção preventiva – do gênero do suspense sobrenatural.

A mesma linha que costura narrativas díspares como o suspense Os Outros, o péssimo Escuridão ou o amedrontador Horror em Amytiville dá liga a essa história que surpreende mais por suas soluções do que pela originalidade da trama.

O argumento é batido. Ou, pelo menos, dispõe de situações, artifícios e idéias típicas. Temos uma mulher perto dos 40 anos e um filho misterioso. Só isso remete a uma porção de filmes que não é necessário elencar. Em seguida temos um casarão (o orfanato do título, que a protagonista, muito bem-interpretada pela atriz Belén Rueda, compra como forma de retribuir a criação que teve naquele mesmo local anos atrás).

Não tardam a surgir eventos sobrenaturais: os amiguinhos imaginários de seu filho, Simón, aumentam vertiginosamente (chegam a seis) e a mãe, Laura (papel de Rueda), começa a perceber que a imaginação do garoto não é tão fértil assim.

Outros elementos inseridos cuidadosamente no roteiro abrem possibilidades para se imaginar coisas assustadoras e preparar o espectador para aparições fantasmagóricas. Mas nenhum susto (dos poucos e bem-dosados) se compara à revelação final, do estranho sumiço de Simón, após brigar com a mãe durante uma festa no orfanato.

Guarde seu fôlego para o final, mas não procure desvendar cegamente os mistérios deste O Orfanato. Permita a surpresa e delicie-se com ela. Não é nenhum Hitchcock, mas supera as recentes “premonições” descartáveis que têm pintado na telona ultimamente.

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