O ator afro-americano Denzel Washington é um daqueles típicos artistas hollywoodianos capazes de, por si só, levar multidões às salas de cinema. Não importa se, para isso, o roteiro do filme seja capenga, a produção não tenha qualidade, o resto do elenco sofra com a falta de carisma.
Oscarizado no ano passado com o prêmio de melhor ator pela brilhante atuação como um policial corrupto e cruel em Dia de Treinamento, eis que Denzel (chamemo-lo assim, pois) é o ponto principal de Por um Triz, filme que estréia hoje em vários cinemas da cidade.
O problema é que, como reza o velho dito popular, uma andorinha só não faça verão, nem é capaz de fazer um filme bom. Justamente o que acontece nesse misto de policial e suspense com trama mal engendrada, história capenga e elenco sem carisma algum. Senão, vejamos: Denzel é um policial – mais uma vez – em processo de separação da detetive interpretada pela estonteante Eva Mendes (filha de cubanos nascida nos Estados Unidos, espécie de nova J. Lo) e que se envolve com uma mulher casada com um amigo dele.
Só que o casal – na ânsia de extorquir dinheiro do protagonista – apronta poucas e boas para cima do policial vivido por Denzel que é obrigado, assim, a se safar de várias armadilhas. O que ele sempre consegue. Por um triz… As situações de gato-e-rato e de perdas-e-ganhos se sucedem, mas são mal explicadas e inverossímeis causando no espectador uma amarga sensação de dejà vu. Um déjà vu de filme ruim e dispensável, infelizmente. Por um Triz não acrescenta nada à carreira de Denzel. Melhor esperar sair em DVD. Sai mais em conta. E, quem sabe, os extras da fita não compensem o aluguel, ora?