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Striptease em cena

Arquivo Geral

20/02/2004 0h00

Uma das boas opções teatrais para o fim de semana é a montagem Striptease, que será encenada no palco do Teatro Caleidoscópio (Quadra 102 do Sudoeste). Inspirada na obra homônima do polonês Slavomir Mrözek, escrita em 1961, a peça apresenta dois personagens arquetípicos cujas atitudes – opostas e complementares – traduzem o comportamento dialético do ser humano diante dos mistérios do mundo.

A peça, que faz parte da trilogia Em Alto Mar, Striptease e Tango, é um exemplar do chamado Teatro do Absurdo. André Amaro e Fabiana Tenório, sob a direção de Júlio Cruccioli, interpretam um jovem casal que é impelido por uma força estranha para dentro de um recinto onde há apenas uma porta e dois bancos. Os dois personagens, iguais na interpretam um jovem casal, agem como contrários.

Forçados a enfrentar o desconhecido, buscam uma saída, cada qual utilizando o seu método característico de raciocínio. Ele é um tipo passivo, que acredita na “liberdade interior” e defende sua dignidade pessoal a fim de manter o controle da situação. Ela é pragmática e acredita na “liberdade exterior”. Os dois são dominados pela “coisa”, uma luz que pisca e os obriga a tirar a roupa, numa espécie de desnudamento necessário para o jogo de adivinhações.

A montagem brasiliense inclui trechos de outros autores do Teatro do Absurdo: Eugène Ionesco, Samuel Beckett, Maruxa Vilalta, Karl Valentin e Marcelo Perrone. Com isso, a direção procura valorizar a argumentação dos personagens sem esvaziar a essência do texto de Mrozek. As sessões serão hoje e amanhã, às 21h, e domingo, às 20h. Ingressos a R$ 10 (meia).

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    20/02/2004 0h00

    Uma das boas opções teatrais para o fim de semana é a montagem Striptease, que será encenada no palco do Teatro Caleidoscópio (Quadra 102 do Sudoeste). Inspirada na obra homônima do polonês Slavomir Mrözek, escrita em 1961, a peça apresenta dois personagens arquetípicos cujas atitudes – opostas e complementares – traduzem o comportamento dialético do ser humano diante dos mistérios do mundo.

    A peça, que faz parte da trilogia Em Alto Mar, Striptease e Tango, é um exemplar do chamado Teatro do Absurdo. André Amaro e Fabiana Tenório, sob a direção de Júlio Cruccioli, interpretam um jovem casal que é impelido por uma força estranha para dentro de um recinto onde há apenas uma porta e dois bancos. Os dois personagens, iguais na interpretam um jovem casal, agem como contrários.

    Forçados a enfrentar o desconhecido, buscam uma saída, cada qual utilizando o seu método característico de raciocínio. Ele é um tipo passivo, que acredita na “liberdade interior” e defende sua dignidade pessoal a fim de manter o controle da situação. Ela é pragmática e acredita na “liberdade exterior”. Os dois são dominados pela “coisa”, uma luz que pisca e os obriga a tirar a roupa, numa espécie de desnudamento necessário para o jogo de adivinhações.

    A montagem brasiliense inclui trechos de outros autores do Teatro do Absurdo: Eugène Ionesco, Samuel Beckett, Maruxa Vilalta, Karl Valentin e Marcelo Perrone. Com isso, a direção procura valorizar a argumentação dos personagens sem esvaziar a essência do texto de Mrozek. As sessões serão hoje e amanhã, às 21h, e domingo, às 20h. Ingressos a R$ 10 (meia).

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