Menu
Promoções

Soulfly estréia metaleira eclética

Arquivo Geral

26/07/2004 0h00

O barão do thrash metal brasileiro Max Cavalera apresenta mais uma prova do porquê de seu desligamento do Sepultura. À parte dos desentendimentos do trio Igor-Andreas-Paulo com a esposa de Max, empresária Glória, o músico sempre demonstrou uma queda para experimentalismos. Convenceu sua antiga trupe a ousar uma nova fórmula no gênero em Roots – último disco do Sepultura com Max nos vocais – e olhou para além do metal. Formou a banda híbrida Soulfly em 1998 e, com ela, seis anos mais tarde, faz Prophecy, o quarto e mais eclético CD do grupo.

Soulfly ainda mostra o vigor do metal com a velocidade do hardcore. É uma porrada, como sugere o título da nona faixa do álbum, a única em português. A batida pauleira é aperfeiçoada com os surtos criativos do mentor Max, que também assina a produção. Cavalera insere elementos que assustam qualquer fã do metal, num primeiro momento, e, em seguida, ensoberbece o ouvinte com a receita bem dosada de rock pesado temperado com reggae, música indiana, batuques de samba e riffs de jazz.

Prophecy divide-se em dois momentos. As 12 músicas iniciais contemplam o repertório inédito de Max, seguidas por sete faixas gravadas ao vivo, com os hits Back to the Primitive, The Song Remains Insane e o último sucesso gravado junto com o Sepultura, Roots Bloody Roots. O cartão de visita das inéditas do Soulfly é a faixa-título, um thrash ao melhor estilo do metal oitentista. A partir da segunda faixa, a banda começa a inserir ruídos de sintetizadores e quebradas instrumentais com harmonias indianas e até acompanhamentos de cítara e berimbau.

O passeio mais inusitado do Soulfly chega em Mars, a sétima faixa. O grito grave e potente da voz de Max invoca o deus Jah e mistura a pauleira com melodias limpas e suaves de um reggae enviesado. A fórmula se repete em Moses. O que mais surpreende, contudo, vem a seguir, quando, em longos minutos de improvisação, Max Cavalera empunha a guitarra para interpretar o jazz zen Soulfly IV, com picos de batuque de samba. Para encerrar o momento lúdico do álbum, a banda arrisca uma balada indie, atravessada por música indiana, Wings.

Soufly imprime uma pegada de estilo no universo metaleiro. Escapa do thrash, mas não perde o peso, nem a atitude.

    Você também pode gostar

    Soulfly estréia metaleira eclética

    Arquivo Geral

    26/07/2004 0h00

    O barão do thrash metal brasileiro Max Cavalera apresenta mais uma prova do porquê de seu desligamento do Sepultura. À parte dos desentendimentos do trio Igor-Andreas-Paulo com a esposa de Max, empresária Glória, o músico sempre demonstrou uma queda para experimentalismos. Convenceu sua antiga trupe a ousar uma nova fórmula no gênero em Roots – último disco do Sepultura com Max nos vocais – e olhou para além do metal. Formou a banda híbrida Soulfly em 1998 e, com ela, seis anos mais tarde, faz Prophecy, o quarto e mais eclético CD do grupo.

    Soulfly ainda mostra o vigor do metal com a velocidade do hardcore. É uma porrada, como sugere o título da nona faixa do álbum, a única em português. A batida pauleira é aperfeiçoada com os surtos criativos do mentor Max, que também assina a produção. Cavalera insere elementos que assustam qualquer fã do metal, num primeiro momento, e, em seguida, ensoberbece o ouvinte com a receita bem dosada de rock pesado temperado com reggae, música indiana, batuques de samba e riffs de jazz.

    Prophecy divide-se em dois momentos. As 12 músicas iniciais contemplam o repertório inédito de Max, seguidas por sete faixas gravadas ao vivo, com os hits Back to the Primitive, The Song Remains Insane e o último sucesso gravado junto com o Sepultura, Roots Bloody Roots. O cartão de visita das inéditas do Soulfly é a faixa-título, um thrash ao melhor estilo do metal oitentista. A partir da segunda faixa, a banda começa a inserir ruídos de sintetizadores e quebradas instrumentais com harmonias indianas e até acompanhamentos de cítara e berimbau.

    O passeio mais inusitado do Soulfly chega em Mars, a sétima faixa. O grito grave e potente da voz de Max invoca o deus Jah e mistura a pauleira com melodias limpas e suaves de um reggae enviesado. A fórmula se repete em Moses. O que mais surpreende, contudo, vem a seguir, quando, em longos minutos de improvisação, Max Cavalera empunha a guitarra para interpretar o jazz zen Soulfly IV, com picos de batuque de samba. Para encerrar o momento lúdico do álbum, a banda arrisca uma balada indie, atravessada por música indiana, Wings.

    Soufly imprime uma pegada de estilo no universo metaleiro. Escapa do thrash, mas não perde o peso, nem a atitude.

      Você também pode gostar

      Assine nossa newsletter e
      mantenha-se bem informado