Aprimeira etapa parece já ter sido vencida. A Brasil Telecom/Força Olímpica está praticamente garantida entre os oito times que disputarão as quartas-de-final da Superliga feminina de volei. A equipe ocupa a sétima posição e tem pela frente apenas mais três jogos.
“Só uma combinação muito desfavorável para nos tirar a classificação”, disse o técnico do time brasiliense, Ivan Rogedo. Esta já é a melhor campanha da Força Olímpica desde 1998. Mas o técnico quer mais. “A meta é passar à segunda fase na sexta posição.”
O objetivo faz sentido. As quarta-de-final são no sistema de playoff. O primeiro colocado encara o último; o segundo, o sétimo, e assim por diante. E, como vencer Finasa/Osasco e MRV/Minas, prováveis primeiro e segundo colocados, é quase impossível, Rogedo enxerga na sexta posição a chance de chegar a uma semifinal inédita para Brasília.
Para isso, a Força Olímpica terá de superar o Pinheiros/Blue Life, atual sexto colocado. Os dois times têm 22 pontos em 15 jogos. A diferença está nos sets vencidos. A equipe paulista soma 27 sets a favor e 32 contra. A Força venceu 23 e perdeu 31.
Para roubar o lugar dos paulistas, a equipe de Ivan Rogedo trabalha duas opções. “Nós temos que vencer mais jogos ou empatar no número de pontos e vencer mais sets”, explicou o técnico.
Os dois times estão em situações parecidas, também, nas futuras disputas. A equipe brasiliense visita o Açúcar União/São Caetano, quinto na classificação geral, no próximo dia 4. Depois, o adversário será o Ecus/Suzano (nona posição), também fora. Por último, o Rexona/Ades, em casa. “Vai ser pedreira”, antecipou Rogedo. No primeiro turno, a Força venceu apenas o Suzano, por 3 sets a zero, mas perdeu pelo mesmo placar para Rexona e União.
A equipe do Pinheiros também terá uma tarefa árdua pela frente. A primeira será contra o MRV/Minas, segundo colocado na Superliga, em Belo Horizonte. Depois o time paulista encara o Sesi/MG, lanterna na tabela de classificação, em Uberlândia. Por último, o Finasa/Osasco, líder invicto da competição, em casa.
O técnico brasiliense admite que enfrentará dificuldades, mas não perde o otimismo. “Desde o primeiro turno apresentamos estabilidade nos jogos. Temos três jogadoras com passagens pela seleção (Leila, Fabiana Berto e Ricarda) e nossas atletas são de muita raça e coragem”, definiu.