Pessoas simplesmente andando ao ar livre estão sujeitas a níveis mais altos dos raios ultravioleta do que se pensava, segundo um estudo feito na Alemanha. O método de cálculo usado até agora pelos cientistas, o Índice Solar UV, foi desenvolvido pela Organização Mundial da Saúde para orientar as pessoas quanto aos riscos corridos durante a exposição ao sol. O índice é baseado na quantidade de luz solar que incide sobre superfícies planas. Mas agora cientistas alemães do centro de pesquisa Geo Risk Research, em Munique, descobriram que o índice usado subestima a quantidade de radiação que incide sobre superfícies inclinadas ou em diferentes posições, como no caso do corpo humano, que é tridimensional. Durante três anos, o professor Peter Hoeppe e seus colegas em Munique usaram novos sistemas de monitoramento para medir os níveis de radiação incidindo sobre 27 superfícies inclinadas em ângulos diferentes e em três locais diferentes na Alemanha. Depois, usando imagens tridimensionais do corpo humano em várias posições, os cientistas aplicaram os dados colhidos para calcular a incidência dos raios
sobre as várias partes
do corpo. “Em muitos casos, os dermatologistas estão subestimando
a quantidade de exposição”, disse o professor Hoeppe.