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Soderbergh dirige atores amadores em <i>Bubble</i>

Arquivo Geral

06/07/2006 0h00

Bubble, que estréia nesta sexta-feira, é um filme irritante de Steven Soderbergh que emprega atores não profissionais, com resultados pífios, para narrar uma história condescendente sobre um assassinato numa cidade pequena.

Motivo de constrangimento para todos os envolvidos, o longa foi dirigido e produzido por Soderbergh por razões que não ficam claras de imediato.

A primeira hipótese que vem à mente é arrogância – como se o cineasta de grande talento quisesse demonstrar que é capaz de fazer um filme a partir do nada, como que num toque de mágica.

Exibido fora da competição oficial no Festival Internacional de Cinema de Veneza, Bubble conta a história de três pessoas comuns que trabalham numa fábrica de brinquedos numa pequena cidade do Ohio. Uma delas é assassinada. Imagina-se que o autor do crime seja uma das outras duas pessoas.

O filme é desinteressante e chato, com personagens cujos discursos nem chegam a compor diálogos. A impressão é que o cineasta observa com pouco caso um tipo de vida que ele não compreende minimamente.

O espectador se irrita ao extremo ao assistir aos infelizes atores amadores desviando-se da câmera enquanto se esforçam para lembrar suas falas, da mesma maneira nervosa como fazem os participantes dos programas de reality shows.

É triste pensar que o estresse de ter trabalhado com tantos astros de primeira grandeza em Onze Homens e Um Segredo e Doze Homens e Outro Segredo pode ter levado Soderbergh a isto.

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