O diagnóstico rápido da hantavirose é fundamental para garantir ao paciente uma chance de sobrevivência. “De dois a sete dias após o início dos sintomas, o doente pode desenvolver uma insuficiência respiratória fortíssima, agravada pela falência cardíaca, e falecer”, lembra o professor. “Se ele for diagnosticado cedo, vai para a terapia intensiva antes que o quadro piore”.
Até hoje foram diagnosticados cerca de 400 casos de hantavirose no Brasil. Só na região de Ribeirão Preto foram 31, dos quais mais de 50% foram a óbito. A doença atinge principalmente pessoas em contato com o meio rural e é contraída pela inalação de poeiras contendo resquícios da urina e das fezes de roedores do campo. O roedor mais comumente infectado pelo vírus Araraquara é o Bolomys laziurus, conhecido como rato do rabo peludo, para quem o vírus é aparentemente inofensivo.
A prevenção é ainda o melhor remédio para afastar o perigo da doença. Assim, quem mora em áreas de risco, precisa ter um controle de roedores, eliminando tudo que possa servir de ninhos ou tocas de ratos; evitar entulhos, armazenar produtos agrícolas longe das residências e em galpões elevados acima do solo, fazer coleta do lixo adequada. É preciso ainda fazer a ventilação dos ambientes fechados e limpar o piso e móveis com pano úmido. Os alimentos devem ser enterrados em sacos plásticos molhados com detergentes.