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Sob os signos da paixão espanhola

Arquivo Geral

25/02/2005 0h00

Homem e animal. Sangue e morte. Mitologia e cultura espanhola. Estes são os elementos que compõem o espetáculo de dança Olhos de Touro, em cartaz de hoje a domingo na Sala Martins Penna do Teatro Nacional. A apresentação de hoje faz parte do IX Festival Internacional da Novadança.

Olhos de Touro é uma criação conjunta das coreógrafas e dançarinas Márcia Duarte e Márcia Lusalva. O ponto de partida da dupla foi o estudo das touradas espanholas, eventos em que homem e touro se enfrentam dentro de uma arena. Um dos dois sai morto.

“Nossa idéia era mostrar o confronto do homem e do animal. Iniciamos pelas touradas, que acabaram sendo o pano de fundo do espetáculo, e chegamos à figura mítica do minotauro”, explica Márcia Duarte. O minotauro é um homem-touro, por isso elas usaram a figura para personificar controvérsias como homem/animal, instinto/razão, inteligência/força bruta e outros antagonismos.

Márcia Lusalva é a bailarina que dá vida a esse minotauro. “Na verdade, tudo não passa de um delírio da personagem, que acredita ser um minotauro preso em um labirinto”, completa Márcia Duarte.

Dentro do espetáculo, que dura 50 minutos, uma das cenas que chamam a atenção é o confronto metafórico entre minotauro e touro, feito com cabos de fogo. A cenografia é de Marcos Pedroso (diretor de arte de filmes como Estação Carandiru, Bicho de Sete Cabeças e Madame Satã) e a iluminação é de Guilherme Bonfanti, premiado pelos trabalhos com a Companhia Teatro da Vertigem, de São Paulo.

O figurino é outro elemento importante na criação. Feito por Alessandro Brandão, é predominantemente vermelho e preto. “O vermelho vem na capa e representa o sangue. O preto é a morte”, afirma Márcia Duarte. A bailarina usa uma saia com desenho inspirado na calça do toureiro, com cintura larga e alta. “Escolhemos a saia por ser uma personagem feminina e porque tem o volume necessário quando ela se agacha e se transforma em touro. Essa roupa pontuou bem as características humana e animal”, conta Márcia Duarte.

A coreógrafa conversará com o público hoje, após a apresentação, a partir das 21h, também na Sala Martins Penna do Teatro Nacional.

O IX Festival Internacional da Novadança termina neste fim de semana. Como parte da programação, além da apresentação de Olhos de Touro e o bate-papo com Márcia Duarte, estão previstas mais duas atividades para amanhã e domingo. Às 10h tem visita guiada pelos bastidores do Teatro Nacional e, às 18h, a mostra de filmes Dançando Para a Câmera, na Sala Alberto Nepomuceno. Ambas são gratuitas.

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    25/02/2005 0h00

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    Olhos de Touro é uma criação conjunta das coreógrafas e dançarinas Márcia Duarte e Márcia Lusalva. O ponto de partida da dupla foi o estudo das touradas espanholas, eventos em que homem e touro se enfrentam dentro de uma arena. Um dos dois sai morto.

    “Nossa idéia era mostrar o confronto do homem e do animal. Iniciamos pelas touradas, que acabaram sendo o pano de fundo do espetáculo, e chegamos à figura mítica do minotauro”, explica Márcia Duarte. O minotauro é um homem-touro, por isso elas usaram a figura para personificar controvérsias como homem/animal, instinto/razão, inteligência/força bruta e outros antagonismos.

    Márcia Lusalva é a bailarina que dá vida a esse minotauro. “Na verdade, tudo não passa de um delírio da personagem, que acredita ser um minotauro preso em um labirinto”, completa Márcia Duarte.

    Dentro do espetáculo, que dura 50 minutos, uma das cenas que chamam a atenção é o confronto metafórico entre minotauro e touro, feito com cabos de fogo. A cenografia é de Marcos Pedroso (diretor de arte de filmes como Estação Carandiru, Bicho de Sete Cabeças e Madame Satã) e a iluminação é de Guilherme Bonfanti, premiado pelos trabalhos com a Companhia Teatro da Vertigem, de São Paulo.

    O figurino é outro elemento importante na criação. Feito por Alessandro Brandão, é predominantemente vermelho e preto. “O vermelho vem na capa e representa o sangue. O preto é a morte”, afirma Márcia Duarte. A bailarina usa uma saia com desenho inspirado na calça do toureiro, com cintura larga e alta. “Escolhemos a saia por ser uma personagem feminina e porque tem o volume necessário quando ela se agacha e se transforma em touro. Essa roupa pontuou bem as características humana e animal”, conta Márcia Duarte.

    A coreógrafa conversará com o público hoje, após a apresentação, a partir das 21h, também na Sala Martins Penna do Teatro Nacional.

    O IX Festival Internacional da Novadança termina neste fim de semana. Como parte da programação, além da apresentação de Olhos de Touro e o bate-papo com Márcia Duarte, estão previstas mais duas atividades para amanhã e domingo. Às 10h tem visita guiada pelos bastidores do Teatro Nacional e, às 18h, a mostra de filmes Dançando Para a Câmera, na Sala Alberto Nepomuceno. Ambas são gratuitas.

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