É preciso reconhecer: a televisão do Brasil deu importantes passos nos últimos anos. O seu crescimento pode ser observado nos mais diferentes setores, oferecendo ao público presente opções que até bem pouco tempo não existiam. Toda essa luta em busca dos melhores índices tem se tornado cada vez mais emocionante. Isso é legal. Lamentavelmente, no entanto, algumas emissoras ainda não se deram conta desse crescimento. São legítimas as críticas, quando necessárias, à linha editorial da Rede Globo, mas em termos de operação o trabalho do seu jornalismo chega quase à perfeição, o que não ocorre com as suas concorrentes. Bandeirantes, Record e Rede TV!, principalmente, que têm as suas “cabeças de rede” em São Paulo, na maioria das vezes entendem que o mundo começa e termina nos limites desta cidade. O que interessa, por exemplo, a um cidadão que mora no Acre, o trânsito da Marginal Tietê? Ou a enchente no Córrego Pirajussara a um habitante de Manaus? Isto é, no mínimo, uma distorção. As grandes geradoras precisam ter consciência de suas responsabilidades. Elas não podem mais ficar falando ou transmitindo para os fundos de seus quintais.