A segunda parte de Fahrenheit 11 de Setembro, o bem-sucedido documentário de Michael Moore sobre os atentados nos Estados Unidos em 2001, tratará da “desordem” que o presidente americano, George W. Bush, deixará quando acabar seu mandato.
Moore falou sobre o projeto neste domingo, antes da estréia de Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal em Cannes. O diretor afirmou que o filme será “uma espécie de continuação” de Fahrenheit, “mas não completamente”. Tratará da “desordem que Bush deixará e do muito que será necessário limpar”.
Este novo documentário de Moore será lançado no ano que vem, em uma data ainda não determinada, e nele “o povo americano verá o que está passando”.
Questionado sobre sua opinião com relação às próximas eleições americanas, Moore expressou seu desejo de que Barack Obama, o aspirante democrata, seja “presidente em janeiro”, mas, para isso, “ainda resta muito trabalho a fazer”.
Fahrenheit 11 de Setembro ganhou a Palma de Ouro do Festival de Cannes de 2004 e é o documentário mais bem-sucedido da história dos EUA, com uma arrecadação final de US$ 119,1 milhões nas salas de cinema.