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Arquivo Geral

28/05/2003 0h00

A sabedoria popular nos ensina que devemos fazer poesia com as nossas vidas. A maioria daqueles que conhecemos e inclusive, muitos de nós, não leva isso a sério. Deixamos passar, despercebidos, diante dos nossos olhos, os melhores momentos, as mais sublimes sensações. Não os registramos e acabamos por perdê-los no emaranhado de nossa fraca e obscura memória. Mas para a felicidade dos amantes da poesia, muitas pessoas atentas, têm a capacidade de registrar e transformar esses momentos aparentemente banais em poesia. Exemplo disso é o escritor e desembargador aposentado, Romeu Jobim. “Neste livro tive o cuidado de recuar ao ano de 1942, quando aos 15 anos, escrevi meu primeiro poema, Árvore Morta”, lembra o poeta. No livro há também o poema mais novo de todos, escrito em novembro do ano passado, dedicado ao neto mais novo, Lucas. Só um homem sensível, reservado e sobretudo observador de sua realidade, para escrever versos tão singelos como os presentes no seu quarto livro, Cantos do Caminho, que será lançado hoje, no Instituto Histórico e Geográfico do DF.

Todos os textos contidos nesta obra são datados e mostram o curso geográfico do autor, de Rio Branco, no Acre ao Rio de Janeiro e finalmente em Brasília, que abriga a maior parte da produção reunida.

Formado em Filosofia e Direito, Romeu é membro fundador da Associação Nacional de Escritores (ANE) e da Academia de Letras do Brasil, Romeu participou de várias antologias poéticas e publicou Boa Tarde, Excelência! (crônicas, editado em 1990), Em Tom Menor – Quadrinhas e Haicais (poesias e haikais, de 1993) e Amanhã Cedo é Primavera (contos de 2001).

A predileção do autor pelos haicais (poemas japoneses com três estrofes) tem uma explicação. “Antigamente no Japão, os haicais eram escritos com letras minúsculas em folhas de chá que eram colocadas dentro de livros e entregues às mulheres amadas. São portanto, poemas contidos. O autor não diz tudo, o leitor deve completar”, afirma Romeu.

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    28/05/2003 0h00

    A sabedoria popular nos ensina que devemos fazer poesia com as nossas vidas. A maioria daqueles que conhecemos e inclusive, muitos de nós, não leva isso a sério. Deixamos passar, despercebidos, diante dos nossos olhos, os melhores momentos, as mais sublimes sensações. Não os registramos e acabamos por perdê-los no emaranhado de nossa fraca e obscura memória. Mas para a felicidade dos amantes da poesia, muitas pessoas atentas, têm a capacidade de registrar e transformar esses momentos aparentemente banais em poesia. Exemplo disso é o escritor e desembargador aposentado, Romeu Jobim. “Neste livro tive o cuidado de recuar ao ano de 1942, quando aos 15 anos, escrevi meu primeiro poema, Árvore Morta”, lembra o poeta. No livro há também o poema mais novo de todos, escrito em novembro do ano passado, dedicado ao neto mais novo, Lucas. Só um homem sensível, reservado e sobretudo observador de sua realidade, para escrever versos tão singelos como os presentes no seu quarto livro, Cantos do Caminho, que será lançado hoje, no Instituto Histórico e Geográfico do DF.

    Todos os textos contidos nesta obra são datados e mostram o curso geográfico do autor, de Rio Branco, no Acre ao Rio de Janeiro e finalmente em Brasília, que abriga a maior parte da produção reunida.

    Formado em Filosofia e Direito, Romeu é membro fundador da Associação Nacional de Escritores (ANE) e da Academia de Letras do Brasil, Romeu participou de várias antologias poéticas e publicou Boa Tarde, Excelência! (crônicas, editado em 1990), Em Tom Menor – Quadrinhas e Haicais (poesias e haikais, de 1993) e Amanhã Cedo é Primavera (contos de 2001).

    A predileção do autor pelos haicais (poemas japoneses com três estrofes) tem uma explicação. “Antigamente no Japão, os haicais eram escritos com letras minúsculas em folhas de chá que eram colocadas dentro de livros e entregues às mulheres amadas. São portanto, poemas contidos. O autor não diz tudo, o leitor deve completar”, afirma Romeu.

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