Na reta final de A Escrava Isaura, a protagonista Bianca Rinaldi encerra a trama dia 29 com a sensação de dever cumprido. Com média de audiência na casa dos 14 pontos, a novela fez a diferença na carreira da atriz, que já havia protagonizado duas produções do SBT.
“Era importante para a equipe da Record, uma emissora recomeçando na dramaturgia, o sucesso desse projeto”, diz. “A novela é conhecida, um trabalho muito forte”.
A atriz também reconhece que a atuação de Lucélia Santos como Isaura foi marcante: “Essa empatia com a personagem poderia tanto atrapalhar como ajudar. Lucélia se tornou conhecida no mundo todo por essa história. Sabia que estariam de olho nessa nova versão”. Não deu outra: a atriz encerra a novela como contratada da Record, que agora investe num banco de atores.
Aos 30 anos, Bianca – que começou como paquita, aos 15 – sente que a hora chegou. “Não quero desmerecer nenhum trabalho que tenha feito porque estou fazendo A Escrava Isaura, mas tenho consciência da importância dessa novela na minha carreira”, diz.
Para fazer Isaura, que já sofreu todo tipo de humilhação na trama, Bianca conta que necessita de concentração máxima. “Meus outros personagens foram mais para cima, apesar de certa dramaticidade. Com a Isaura pude experimentar vários níveis de emoção”.
Bianca, que já trabalhou na Globo – fez Malhação –, SBT e Record, diz que cada emissora tem seu método de trabalho. “Comecei na linha de shows. Para muita gente, ser paquita não era considerado trabalho, tinha um tom pejorativo. Já passei da fase de ter dúvidas da minha capacidade”.
Assim como Bianca, a própria Record entra em nova e promissora fase, ao investir mais em seu núcleo de dramaturgia. Ao que tudo indica, a emissora paulista em breve estará incomodando a concorrência – e, com isso, estimulando a criatividade dos autores de outras novelas.