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Sem lenço, sem documento

Arquivo Geral

07/03/2008 0h00

Em seu quarto longa como diretor, Sean Penn realiza um tributo ao espírito libertário dos anos 1960 e 1970, retratando a trajetória de um personagem verídico, Christopher McCandless, que fez escolhas radicais ao decidir largar tudo e partir rumo ao Alasca. O roteiro também é assinado por Penn e se baseia no livro homônimo de não-ficção de Jon Krakauer.

Na Natureza Selvagem concorreu em duas categorias no Oscar – melhor ator coadjuvante (Hal Holbrook) e montagem. Causou alguma surpresa não ter sido indicado para melhor canção, na qual saiu vencedor no Globo de Ouro, com uma música de Eddie Vedder, do Pearl Jam, responsável pela trilha sonora.

O personagem principal é Christopher McCandless (Emile Hirsch, de Alpha Dog), um rapaz que no início dos anos 1990 abandonou tudo, entregou à caridade todo o dinheiro guardado para custear seus estudos e caiu no mundo em direção ao Alasca, sem sequer avisar a família.

Pode-se encarar Chistopher de duas maneiras: um egoísta arrogante, impulsivo e mimado que fez essas escolhas para agredir seus pais (William Hurt e Marcia Gay Harden) ou uma espécie de herói romântico. Sean Penn procura não optar por nenhum desses dois extremos – embora penda mais para a segunda alternativa.

Em seus escritos, como um diário, Chistopher enfatiza o que há de belo na natureza, rejeitando os bens materiais e se autodefinindo como “viajante estético”. Adotando o pseudônimo de Alexander Supertramp, o rapaz desistiu de ter documentos, dinheiro e residência fixa. Fez de tudo para não ser encontrado por sua família, vivendo em plena liberdade, seguindo textos de escritores como Leon Tolstói, Henry David Thoreau e Jack London.

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