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Selos independentes de música se unem para defender direitos

Arquivo Geral

20/01/2007 0h00

O setor mundial de música independente, que produziu artistas como os Arctic Monkeys, se uniu para lançar uma agência para garantir acordos de licenciamento com veículos de mídia emergentes, como MySpac e e YouTube.

O lançamento do grupo, chamado Merlin, aconteceu na conferência anual da indústria da música, MidemNet, e deve se tornar, segundo seus partidários, o "quinto maior" do setor.

A iniciativa segue o rápido crescimento da popularidade de sites como YouTube, em que os fãs divulgam vídeo clips com músicas escolhidas sem a permissão dos donos dos direitos de copyright.

O setor de selos independentes representa 30% das músicas vendidas em todo o mundo. O restante está dividido entre quatro grandes, Universal Music, da Vivendi; Sony BMG, grupo EMI e Warner Music.

O Merlin informou que o objetivo é retificar a posição de "primo pobre" nos acordos oferecidos anteriormente para os selos independentes e que vai enfrentar o "crescente pressuposto de que, para os veículos de mídia emergentes, apenas as quatro grandes precisam ser licenciadas".

O executivo-chefe do grupo, Charles Caldas, ex-dirigente da maior distribuidora de música e entretenimento independente da Austrália, disse que já começou as conversações com as novas companhias de mídia. "A forma de apartheid de copyright que atualmente é usada para avaliar os direitos dos independentes é inaceitável", afirmou em nota.

"O Merlin vai capacitar os independentes de todo o mundo a participar dos novos modelos de licenciamento e renda em termos competitivos".

Alison Wenham, presidente da World Independent Network, disse em entrevista coletiva em Cannes que a agência vai permitir que os selos independentes alcancem a paridade uns com os outros e com os "quatro grandes" na obtenção de uma participação justa na renda gerada pelos novos modelos de negócios.

Além da questão dos direitos autorais, os selos musicais estão atualmente tendo que enfrentar a pirataria e a competição pelos gastos do consumidor. Acredita-se que as vendas mundiais de música tenham sofrido uma redução de cerca de 3% em 2006.

Wenham disse que o grupo será uma organização sem fins lucrativos e sem financiamento governamental, com sede em Londres. O Merlin já recebeu o apoio de organismos do setor da Europa, Canadá, Brasil, Nova Zelândia e Austrália.

2007-01-20 21: 48:51 GMT

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