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Seleção de filmes em competição privilegia obras políticas

Arquivo Geral

22/11/2006 0h00

Os longas da 39ª edição do Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, que terá sua mostra competitiva inaugurada nesta quarta-feira, têm uma coisa em comum. É o teor político, marca que vem acompanhando o festival desde quando ele nasceu, em 1965.

Sempre existiu essa concepção de resistência, de polêmica; então, naturalmente, leva os cineastas a enveredarem por esse caminho", afirma Fernando Adolfo, diretor do festival e presidente da comissão de seleção.

Para ele, este caminho é praticamente uma tendência seguida pelos diretores. "Os cineastas filmam em resposta ao momento político e social do País. A seleção não é proposital. Temos (no festival) seis filmes marcantes, que têm em comum essa força, que se encaixam nesse perfil do Festival de Brasília", diz.

A mostra competitiva coloca no páreo alguns dos principais cineastas brasileiros, como Vladimir Carvalho (Conterrâneos Velhos de Guerra e Barra 68), que representa o cinema do Distrito Federal com o documentário O Engenho de Zé Lins; Silvio Tendler (Jango e Glauber – O Filme, melhor filme no júri popular da edição de 2004 do festival), que documenta a trajetória de um dos maiores pensadores brasileiros em Encontro com Milton Santos; Helvécio Ratton (Uma Onda no Ar), que leva os anos de chumbo para as telas na visão de Frei Betto com o drama Batismo de Sangue; e Carlos Cortez, documentarista paulistano que se inclina para a ficção ao narrar a história de um garoto pobre que enfrenta a disciplina opressora dos reformatórios, em Querô.

De uma nova geração de cineastas, outros nomes tarimbados engatilham seus discursos político-sociais afiados para este festival. Cláudio Assis, o polêmico e questionador pernambucano vencedor do Troféu Candango de melhor filme em 2002  por Amarelo Manga, discute a cultura latifundiária no Brasil contemporâneo no drama O Baixio das Bestas. E o documentarista Evaldo Mocarzel – cineasta e jornalista com olho clínico para os conflitos sociais da Grande São Paulo – também volta  após um Candango (melhor filme pelo júri popular em 2005, por À Margem do Concreto), com Jardim Ângela.

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