Eles vieram de Cristalina (GO) só para assistir ao primeiro dia do Brasília Music Festival. Integrantes da banda Radical Livre, os irmãos e roqueiros Márcio, 18 anos, João, 20, e Bernardo Fachinelo, 26, compraram os ingressos um pouco antes do início do show. “Eu tive de inventar uma endoscopia e conseguir um atestado médico para faltar a uma prova na faculdade”, revelou Márcio, que usava uma peruca black power, grandes cordões prateados e calça boca de sino no estilo anos 70. Apesar de estarem proibidas a entrada de bebidas alcoólicas e máquinas fotográficas, eles não tiveram nenhum problema em entrar com os apetrechos. “Entramos com bebidas, máquina e ainda por cima os seguranças não recolheram os nossos ingressos”, contou João, que logo na primeira música do Jota Quest, Na Moral, “entornava” garganta abaixo um líquido não-identificado. “Dá onda”, complementou Bernardo. Outra família unida pelo rock, que dançou durante boa parte do show do Capital Inicial, era o casal Fabiano e Maura Sanhez, esta com a mãe, Fátima Santos. “Aqui não há a mínima possibilidade de a gente brigar. Todo mundo gosta de rock”, brincou Fabiano, que volta ao show de hoje especialmente para acompanhar a sogra. “Gosto muito da Fernanda Abreu”, disse Fátima.
Mas, como nem tudo são flores, a diagramadora Míriam Machado, 27 anos, estava indignada com a organização. “Fui empurrada na entrada, paguei R$ 50, enquanto vendiam a mesma entrada a R$ 40 na hora de show, e as fitas verdes que tínhamos de ter para comprar bebida alcoólica simplesmente acabaram”, garante ela, enquanto discutia com um ambulante para compar cerveja.