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Segunda semana do Cena Contemporânea tem atrações internacionais

Arquivo Geral

04/09/2007 0h00

A segunda semana do projeto Cena Contemporânea, o maior festival de Artes Cênicas do Centro-Oeste será marcada pelas companhias estrangeiras e pelo trabalho de grupos brasileiros que se caracterizam pela criatividade. A programação começa com Frátria Amada Brasil, um espetáculo que revelou ao Brasil o Núcleo Bartolomeu de Depoimentos, de São Paulo. Na peça, o grupo faz uma adaptação da Odisséia, de Homero, levando as aventuras de Ulisses para uma metrópole brasileira dos dias atuais, tudo em ritmo do hip hop. A apresentação será nesta terça-feira, às 19h, no Pavilhão de Vidro do CCBB.

Em seguida, tem a estréia do Teatro da Vertigem de Antonio Araújo que pela primeira vez vem a Brasília. O consagrado Vertigem traz o mais novo espetáculo da companhia, História de Amor, o primeiro do grupo que acontece num teatro convencional. O espetáculo é, na verdade, uma leitura cênica dos últimos capítulos da História de Amor, do dramaturgo francês Jean-Luc Lagarce. A platéia, que se senta no palco junto aos atores, tem a opção de acompanhar a história pelo texto que encontra sobre as cadeiras, mas é praticamente impossível prestar atenção ao papel com as atuações de Roberto Audio, Luciana Schwinden e Sergio Siviero.

Escrito em 1983, o texto trata do encontro de um homem e de uma mulher com um outro homem, com quem ambos tiveram uma história de amor. Eles o abandonaram para viverem juntos. Esse homem, então, sozinho, escreve, lê, lembra-se da história que os uniu no passado. O Vertigem também traz uma exposição fotográfica com registro do trabalho do grupo em vários espetáculos. Nesta terça-feira, com duas sessões, às 19h e 21h, no Teatro do CCBB.

Espanhóis
Mas a organização do festival guardou para a segunda e última semana algumas das atrações mais esperadas, como o bufão espanhol Leo Bassi que traz o polêmico La Revelacióne os espanhóis do grupo Yallana com 666.

Já definido como “uma reivindicação do ateísmo, feita com base no humor”, o espetáculo La Revelación, de Leo Bassi, faz uma crítica às religiões monoteístas, elaborada com o despudor que costuma caracterizar o trabalho do palhaço ítalo-espanhol Bassi. Uma afirmação do humano diante do divino, um exercício de liberdade de expressão e de valentia. Por causa deste espetáculo, o ator já sofreu um atentado a bomba e precisou de escola policial durante temporada na Espanha. O espetáculo está em cartaz nesta terça-feira, às 21h, no Teatro da Caixa.

Os espanhóis do grupo Yallana apresentam na sexta e sábado a peça 666. O número da besta inspira a terceira produção da companhia espanhola nesse que é certamente a mais irreverente e a mais macabra produção do grupo. Quatro condenados aguardam execução no corredor da morte, comentando as possibilidades do fim por meio da serra elétrica, da guilhotina, da forca e acabam quase matando a platéia de rir. Uma visão irônica da violência e da morte. Na Sala Martins Penna do Teatro Nacional, na sexta e sábado, às 21h.

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