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Saúde dos negros está em debate

Arquivo Geral

19/08/2004 0h00

Começou ontem e vai até amanhã, no Americel Hall (Academia de Tênis), das 9h às 20h, o 1º Seminário Nacional de Saúde da População Negra. É a primeira vez que o governo federal abre espaço para a discussão do racismo dentro dos serviços de saúde do País. Segundo dados do último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os negros somam 45,9% do total de brasileiros. É a segunda maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria.

Entre os anos de 1980 e 2000, a diferença relativa entre os níveis de mortalidade infantil de negros e brancos menores de um ano passou de 21% para 40%, praticamente dobrando a disparidade. Em 2000, a taxa de mortalidade das mulheres negras de 10 a 49 anos em conseqüência de complicações da gravidez, parto e pós-parto foi 2,9 vezes maior que a apresentada para as mulheres brancas. Na cidade de São Paulo em 1998, 69,5% dos óbitos dos homens negros ocorreram até a idade de 54 anos, para uma proporção de 45,1% entre homens brancos.

Entre os objetivos do seminário está a sensibilização dos gestores das três esferas do SUS (Sistema Único de Saúde) para a importância da incorporação do quesito raça/cor em todos os componentes da política de saúde e a divulgação de experiências do governo e da sociedade civil.

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    19/08/2004 0h00

    Começou ontem e vai até amanhã, no Americel Hall (Academia de Tênis), das 9h às 20h, o 1º Seminário Nacional de Saúde da População Negra. É a primeira vez que o governo federal abre espaço para a discussão do racismo dentro dos serviços de saúde do País. Segundo dados do último censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), os negros somam 45,9% do total de brasileiros. É a segunda maior população negra do mundo, atrás apenas da Nigéria.

    Entre os anos de 1980 e 2000, a diferença relativa entre os níveis de mortalidade infantil de negros e brancos menores de um ano passou de 21% para 40%, praticamente dobrando a disparidade. Em 2000, a taxa de mortalidade das mulheres negras de 10 a 49 anos em conseqüência de complicações da gravidez, parto e pós-parto foi 2,9 vezes maior que a apresentada para as mulheres brancas. Na cidade de São Paulo em 1998, 69,5% dos óbitos dos homens negros ocorreram até a idade de 54 anos, para uma proporção de 45,1% entre homens brancos.

    Entre os objetivos do seminário está a sensibilização dos gestores das três esferas do SUS (Sistema Único de Saúde) para a importância da incorporação do quesito raça/cor em todos os componentes da política de saúde e a divulgação de experiências do governo e da sociedade civil.

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