Quem conhece o cinema do cineasta sul-coreano Park Chon-Wook sabe ele é gênio na arte de equilibrar violência e redenção; ódio e altivez. Os extremos sempre se atraem em sua tradição cinematográfica, que alcançou ápice conceitual e de popularidade com o drama Oldboy, que figurou nas telas de cinema no ano passado.
Seu novo trabalho, Lady Vingança, que estréia hoje nos cinemas, tem mais brilho que o anterior, derrama a mesma quantidade de sangue, porém, é apenas uma história razoável diante do conjunto da obra de Chon-Wook. O que já é muita coisa, visto que seu razoável é consideravelmente acima da média do cinema pop.
Lady Vingança tem elementos semelhantes a, por exemplo Kill Bill – a vingança, a mulher obstinada e o rubro das vísceras espalhadas pelo chão do cenário. Mas é singelo. A história dá conta de uma mulher de rosto anjelical que deixa a prisão após cumprir 13 anos de pena por abdução e assassinato de um garoto de cinco anos.
Ao tempo em que explica ao espectador os porquês de suas atitudes, revela detalhes pessoais que colocam aos poucos o sabor gélido da vingança na boca do espectador. Afinal, a trama não se pretende fazer mais que isso.