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Saneantes ilegais trazem riscos à saúde

Arquivo Geral

11/08/2004 0h00

A situação econômica do Brasil, que produz desempregados e milhões de pessoas abaixo da linha da miséria, e mesmo a desinformação, fazem com que muita gente ande comprando produtos clandestinos, “paraguaios”, como se diz na gíria. Nesse caso, fica difícil medir a confiabilidade dos clandestinos, o que quando se trata dos saneantes, como são classificados genericamente a água sanitária, pode significar um risco à saúde. O alerta é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa.

Os produtos de limpeza e conservação, quando clandestinos, não têm qualquer controle de qualidade por parte do governo federal. Com isso, esses produtos químicos feitos em laboratório de fundo de quintal, podem trazer riscos à saúde de quem os compra. Esses produtos, vendidos nas esquinas, são cada vez mais consumidos pelas classes menos favorecidas economicamente.

Esse comércio ilegal é uma das preocupações das autoridades desde 2001. Naquele ano, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) realizou, em São Paulo, uma pesquisa para a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla). O estudo analisava a venda nas ruas dos seguintes itens: água sanitária, detergentes, multiusos, amaciantes e desinfetantes.

O trabalho da Abipla, apresentado à Anvisa, trouxe resultados que deixaram a entidade de sobreaviso: “Os dados eram assombrosos”, lembra a gerente-geral de Saneantes da Agência, Tania Pich. Ela recorda que a pesquisa constatou que aproximadamente 40% da água sanitária consumida, só no município de São Paulo, eram ilegais.

grupo”Trata-se de um produto de alto risco, à base de cloro. Se houver excesso deste elemento na fórmula, pode-se provocar intoxicação respiratória”, alerta Tânia. “Já a baixa quantidade de cloro torna a água sanitária ineficaz para matar as bactérias e deixar o ambiente limpo”, completa. Para combater o problema, a Anvisa criou em 2002 um grupo de trabalho formado por membros da Agência, representantes do setor regulado e funcionários das vigilâncias sanitárias estaduais de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás. O resultado imediato das atividades desse grupo foi a publicação, em 2003, da cartilha Orientações para os Consumidores de Saneantes.

O material reúne imagens e informações sobre quais são os produtos saneantes e como eles devem ser utilizados; o que é vigilância sanitária; como os produtos saneantes são controlados; e como identificar os clandestinos (piratas). “Para serem vendidos em supermercados, lojinhas, mercearias e outros locais de comércio, a Anvisa exige que as empresas desenvolvam produtos saneantes seguros, que dêem bons resultados e com rigoroso controle da qualidade”, diz um trecho do documento. “Todos os fabricantes são obrigados a seguir normas legais e técnicas e obter autorização do Ministério da Saúde para cada produto saneante colocado à venda”, explica o texto.

Em outro trecho, a cartilha informa que os “piratas”, que são vendidos nas ruas e também em lojas de material de limpeza, podem causar queimaduras, problemas respiratórios, irritações, machucados e graves intoxicações.

A cartilha alerta ainda para a segurança do consumidor: “produtos saneantes clandestinos geralmente têm cores bonitas e atrativas, principalmente para crianças, e costumam ser vendidos em embalagens reaproveitadas de refrigerantes, sucos e outras bebidas. Esses produtos, quando ingeridos, podem causar sérios danos à saúde e até a morte”.

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    11/08/2004 0h00

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    Os produtos de limpeza e conservação, quando clandestinos, não têm qualquer controle de qualidade por parte do governo federal. Com isso, esses produtos químicos feitos em laboratório de fundo de quintal, podem trazer riscos à saúde de quem os compra. Esses produtos, vendidos nas esquinas, são cada vez mais consumidos pelas classes menos favorecidas economicamente.

    Esse comércio ilegal é uma das preocupações das autoridades desde 2001. Naquele ano, a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) realizou, em São Paulo, uma pesquisa para a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza e Afins (Abipla). O estudo analisava a venda nas ruas dos seguintes itens: água sanitária, detergentes, multiusos, amaciantes e desinfetantes.

    O trabalho da Abipla, apresentado à Anvisa, trouxe resultados que deixaram a entidade de sobreaviso: “Os dados eram assombrosos”, lembra a gerente-geral de Saneantes da Agência, Tania Pich. Ela recorda que a pesquisa constatou que aproximadamente 40% da água sanitária consumida, só no município de São Paulo, eram ilegais.

    grupo”Trata-se de um produto de alto risco, à base de cloro. Se houver excesso deste elemento na fórmula, pode-se provocar intoxicação respiratória”, alerta Tânia. “Já a baixa quantidade de cloro torna a água sanitária ineficaz para matar as bactérias e deixar o ambiente limpo”, completa. Para combater o problema, a Anvisa criou em 2002 um grupo de trabalho formado por membros da Agência, representantes do setor regulado e funcionários das vigilâncias sanitárias estaduais de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Goiás. O resultado imediato das atividades desse grupo foi a publicação, em 2003, da cartilha Orientações para os Consumidores de Saneantes.

    O material reúne imagens e informações sobre quais são os produtos saneantes e como eles devem ser utilizados; o que é vigilância sanitária; como os produtos saneantes são controlados; e como identificar os clandestinos (piratas). “Para serem vendidos em supermercados, lojinhas, mercearias e outros locais de comércio, a Anvisa exige que as empresas desenvolvam produtos saneantes seguros, que dêem bons resultados e com rigoroso controle da qualidade”, diz um trecho do documento. “Todos os fabricantes são obrigados a seguir normas legais e técnicas e obter autorização do Ministério da Saúde para cada produto saneante colocado à venda”, explica o texto.

    Em outro trecho, a cartilha informa que os “piratas”, que são vendidos nas ruas e também em lojas de material de limpeza, podem causar queimaduras, problemas respiratórios, irritações, machucados e graves intoxicações.

    A cartilha alerta ainda para a segurança do consumidor: “produtos saneantes clandestinos geralmente têm cores bonitas e atrativas, principalmente para crianças, e costumam ser vendidos em embalagens reaproveitadas de refrigerantes, sucos e outras bebidas. Esses produtos, quando ingeridos, podem causar sérios danos à saúde e até a morte”.

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