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Samba é tema de debate e show

Arquivo Geral

28/02/2004 0h00

O samba continua sendo o centro das atenções, só que em outra passarela. O Conjunto Nacional apresenta hoje, a partir das 18h, duas palestras e um show sobre o gênero musical mais popular brasileiro. O crítico de música Tárik de Souza e o compositor e pesquisador musical Clodo Ferreira vão expor ao público a origem e as mudanças estéticas e musicais pelas quais passaram o velho e bom samba.

O público conhecerá histórias de compositores como José Barbosa, o mestre Sinhô. “Ele foi o primeiro compositor a profissionalizar a música. Enumerava seus discos para ter um certo controle financeiro. O direito autoral começa com ele”, explica Tárik. Para Clodo Ferreira é fundamental que o público conheça a vida do “Fundador do samba” mas que, acima de tudo, entre no clima da década de 20.

A paternidade do samba é outro tema que deverá ser analisado no evento. Afinal, muita gente bamba ainda não chegou à conclusão se o gênero é ou não carioca da gema. “O samba sofreu influência das tias baianas, senhoras que faziam festas na Praça XI (RJ), e que reuniam a nata da malandragem carioca do início do século em pleno centro da cidade”, diz Tárik de Souza, revelando a filiação do ditocujo: pai carioca, mãe baiana. Ou vice-versa.

Engana-se, porém, quem pensa que o evento só tratará das raízes da música cadenciada. Aproveitando a oportunidade para lançar em Brasília seu mais recente livro Tem Mais Samba – das raízes à eletrônica, (Editora 34, 344 páginas, R$ 39), Tárik de Souza também teorizará sobre as várias linguagens do gênero musical, como a bossa-nova e o samba-funk.

O livro reúne 80 textos, entre críticas, artigos publicados na imprensa, resenhas e ensaios inéditos feitos entre 1986 e 2003. Ricamente ilustrado, traça um painel do samba desde o começo do século XX, até chegar às manifestações contemporâneas elaboradas por Marcelo D2, Bebel Gilberto, entre outros.

“Esse livro é a prova da força do samba. Fernanda Abreu, O Rappa, Ângela Rô Rô, Mundo Livre, esses e muitos outros intérpretes de diferentes gêneros musicais acabaram atraídos pelo samba em algum momento”.

Para o crítico, atualmente há um movimento concentrado nos bares da zona central do Rio, mais especificamente na Lapa, de retorno às raízes do samba. “Eu diria que a musa desse novo momento é a Tereza Cristina, do grupo Semente. Mas além deles há bandas como o Cordão do Boitatá e o Pau de Braúna, da pesquisadora Luciane Menezes, que resgatam os sambas tradicionais”.

Após o debate entre os dois convidados, a platéia poderá se deleitar com as músicas de mestre Sinhô interpretadas por Clodo Ferreira e o quinteto formado por Fernando Machado (clarineta e saxofone), João Ferreira (violão), Luís Henrique (tuba), Denilson Nascimento (trompete) e Pedro Ferreira (percussão). Às 20h, será o lançamento do livro Tem Mais Samba – das raízes à eletrônica, de Tárik de Souza.

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    28/02/2004 0h00

    O samba continua sendo o centro das atenções, só que em outra passarela. O Conjunto Nacional apresenta hoje, a partir das 18h, duas palestras e um show sobre o gênero musical mais popular brasileiro. O crítico de música Tárik de Souza e o compositor e pesquisador musical Clodo Ferreira vão expor ao público a origem e as mudanças estéticas e musicais pelas quais passaram o velho e bom samba.

    O público conhecerá histórias de compositores como José Barbosa, o mestre Sinhô. “Ele foi o primeiro compositor a profissionalizar a música. Enumerava seus discos para ter um certo controle financeiro. O direito autoral começa com ele”, explica Tárik. Para Clodo Ferreira é fundamental que o público conheça a vida do “Fundador do samba” mas que, acima de tudo, entre no clima da década de 20.

    A paternidade do samba é outro tema que deverá ser analisado no evento. Afinal, muita gente bamba ainda não chegou à conclusão se o gênero é ou não carioca da gema. “O samba sofreu influência das tias baianas, senhoras que faziam festas na Praça XI (RJ), e que reuniam a nata da malandragem carioca do início do século em pleno centro da cidade”, diz Tárik de Souza, revelando a filiação do ditocujo: pai carioca, mãe baiana. Ou vice-versa.

    Engana-se, porém, quem pensa que o evento só tratará das raízes da música cadenciada. Aproveitando a oportunidade para lançar em Brasília seu mais recente livro Tem Mais Samba – das raízes à eletrônica, (Editora 34, 344 páginas, R$ 39), Tárik de Souza também teorizará sobre as várias linguagens do gênero musical, como a bossa-nova e o samba-funk.

    O livro reúne 80 textos, entre críticas, artigos publicados na imprensa, resenhas e ensaios inéditos feitos entre 1986 e 2003. Ricamente ilustrado, traça um painel do samba desde o começo do século XX, até chegar às manifestações contemporâneas elaboradas por Marcelo D2, Bebel Gilberto, entre outros.

    “Esse livro é a prova da força do samba. Fernanda Abreu, O Rappa, Ângela Rô Rô, Mundo Livre, esses e muitos outros intérpretes de diferentes gêneros musicais acabaram atraídos pelo samba em algum momento”.

    Para o crítico, atualmente há um movimento concentrado nos bares da zona central do Rio, mais especificamente na Lapa, de retorno às raízes do samba. “Eu diria que a musa desse novo momento é a Tereza Cristina, do grupo Semente. Mas além deles há bandas como o Cordão do Boitatá e o Pau de Braúna, da pesquisadora Luciane Menezes, que resgatam os sambas tradicionais”.

    Após o debate entre os dois convidados, a platéia poderá se deleitar com as músicas de mestre Sinhô interpretadas por Clodo Ferreira e o quinteto formado por Fernando Machado (clarineta e saxofone), João Ferreira (violão), Luís Henrique (tuba), Denilson Nascimento (trompete) e Pedro Ferreira (percussão). Às 20h, será o lançamento do livro Tem Mais Samba – das raízes à eletrônica, de Tárik de Souza.

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